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A aventura imperialista de Donald Trump e Benjamin Netanyahu no Oriente Médio já tem um nome: a maior crise energética global de todos os tempos. A avaliação parte do diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, que alertou que o conflito contra o Irã supera em magnitude crises históricas como os choques do petróleo nos anos 1970 e até mesmo os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia. "É a maior ameaça à segurança energética global da história", afirmou. O barril do petróleo Brent chegou a US$ 119,11 na quinta-feira, o maior valor desde o início de março, pressionando economias ao redor do mundo.
O bloqueio no estreito de Ormuz por onde passam cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás tem sido decisivo para agravar o cenário. O volume de gás interrompido atualmente é o dobro do que a Europa perdeu com o corte do fornecimento russo em 2022. Birol alertou que, mesmo em caso de cessar-fogo, a normalização levará meses: "Levará seis meses para alguns estarem operacionais, outros muito mais."
Para tentar conter os efeitos da escassez, a AIE anunciou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques do G7, mas o diretor reconheceu que a medida é insuficiente. A crise já afeta cadeias produtivas globais, comprometendo o fornecimento de fertilizantes e petroquímicos, insumos essenciais para agricultura e indústria. O que está claro é que a guerra lançada por Trump e Netanyahu não apenas sangra vidas no Oriente Médio, mas agora ameaça mergulhar a economia mundial em uma crise energética sem precedentes.
Com informações do Financial Times
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