"Terrivelmente" parcial: Mendonça salva Belline Santana, ex-braço direito de Campos Neto da CPI

Portal Plantão Brasil
24/3/2026 12:24

"Terrivelmente" parcial: Mendonça salva Belline Santana, ex-braço direito de Campos Neto da CPI

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Em mais uma demonstração de alinhamento com os interesses da extrema direita e do sistema financeiro que floresceu sob Jair Bolsonaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desobrigou a presença de Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária do Banco Central, na CPI do Crime Organizado. A decisão monocrática de Mendonça é vista como um balde de água fria nos esforços do Congresso para desvendar as omissões do BC que permitiram a ascensão meteórica e as operações suspeitas do Banco Master. Ao conceder esse salvo-conduto, o ministro indicado por Bolsonaro impede que o parlamento confronte Belline Santana com provas de negligência na fiscalização de fundos de pensão pilhados por Daniel Vorcaro.

A manobra jurídica de Mendonça ocorre em um momento em que a CPI avançava sobre as conexões entre a cúpula do Banco Central de Roberto Campos Neto e os operadores do "Caso Master". Para os membros da base do governo Lula, essa intervenção é um ativismo judicial de viés político, desenhado para blindar figuras como Belline Santana, que ocuparam cargos estratégicos e poderiam revelar como a estrutura estatal foi usada para favorecer bilionários bolsonaristas. Ao esvaziar o depoimento, o ministro "terrivelmente evangélico" tenta manter enterradas as informações sobre o rastro do dinheiro que alimentou a prole de Bolsonaro e seus aliados em prefeituras e governos estaduais.

Diferente da era de impunidade e sigilos de 100 anos, a atual gestão democrática tem lutado pela transparência, mas encontra barreiras em setores do Judiciário que ainda operam sob a lógica do lavajatismo seletivo. A decisão de Mendonça não apenas protege Belline Santana, mas envia um sinal de "proteção total" para os técnicos e diretores que serviram ao projeto anterior e que agora se veem acuados por investigações sérias. A CPI do Crime Organizado contava com esse depoimento para entender por que a supervisão de Belline Santana no Banco Central ignorou alertas de risco e permitiu que o Master operasse bilhões de reais em ativos de procedência duvidosa sem intervenção oportuna.

Dentro do PL e entre os defensores de Tarcísio de Freitas, a decisão foi celebrada como uma "vitória do Direito", mas nos bastidores da CPI o sentimento é de indignação com o cerceamento da função fiscalizadora do Legislativo. O relator da comissão já estuda recursos para derrubar a liminar, argumentando que Belline Santana possui informações vitais sobre crimes de colarinho branco e evasão de divisas. A blindagem imposta por Mendonça reforça a percepção de que existe um "pacto de silêncio" entre a antiga gestão do Banco Central e os magistrados indicados pelo ex-presidente para evitar que o "Bolsolão do Master" se torne o maior escândalo financeiro da década.

Enquanto o governo Lula trabalha para recuperar os fundos de pensão destruídos pela má gestão bolsonarista, figuras como André Mendonça utilizam a caneta para travar o progresso da justiça. O uso de habeas corpus preventivos para calar testemunhas fundamentais como Belline Santana em CPIs tornou-se uma ferramenta padrão da extrema direita para fugir do escrutínio público e da responsabilidade criminal. O Brasil assiste a um duelo onde, de um lado, busca-se a verdade sobre a pilhagem do Estado e, do outro, ministros de conveniência política tentam apagar as provas de que o Banco Central funcionou como um balcão de negócios para o capital especulativo antidemocrático.

Por fim, a interferência de Mendonça para salvar Belline Santana apenas aumenta a pressão sobre os outros diretores do BC e sobre o próprio Daniel Vorcaro, que agora vê seu círculo de proteção se tornar o centro de uma crise institucional entre os Poderes. A verdade sobre o Banco Master não poderá ser escondida para sempre sob despachos monocráticos, pois o rastro do dinheiro é indelével e a Polícia Federal continua operando com a autonomia garantida pela democracia. O "escudo" de Mendonça pode adiar alguns depoimentos, mas não será capaz de deter a queda do castelo de cartas que sustentou o financiamento do golpismo por meio da manipulação do sistema bancário nacional.
Com informações do UOL

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