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A estratégia de desinformação de Donald Trump sofreu um duro golpe diplomático nesta terça-feira (24). O governo do Catar, tradicional interlocutor na região, negou categoricamente que esteja atuando como mediador direto em qualquer negociação entre os Estados Unidos e o Irã. A declaração do porta-voz Majed Al-Ansari desmoraliza a fala de Trump, que na véspera tentou acalmar os mercados alegando a existência de "pontos de acordo" com Teerã. Na realidade, o que se vê é um isolamento crescente de Washington, enquanto o governo iraniano reafirma que não há diálogo sob a mira de canhões e agressões imperialistas.
O alerta vindo de Doha é sombrio: o Catar reiterou que a escalada militar sem controle promovida pelos EUA e por Israel está empurrando o Oriente Médio para um "efeito dominó" catastrófico. Desde 2023, o país advertia que provocar o Irã resultaria em uma guerra total que envolveria todas as nações da região e destruiria a estabilidade energética global. Ao contrário da narrativa de "sucesso" tentada pela Casa Branca, o Catar confirmou que mantém contato com Washington apenas para tentar conter o ímpeto belicista norte-americano e evitar que ataques diretos atinjam países vizinhos.
Enquanto o Egito, a Turquia e o Paquistão correm contra o tempo para evitar o pior, a resistência iraniana segue firme contra as ameaças às suas instalações de energia. O recuo tático de Trump, agora exposto como uma manobra sem respaldo diplomático real, revela a fragilidade de um governo que aposta no caos para manter sua hegemonia. Para o campo progressista internacional, a postura do Catar reforça a necessidade de uma saída diplomática urgente que respeite a soberania dos povos, antes que a obsessão militarista de Israel e dos EUA mergulhe o planeta em uma crise sem volta.
Com informações da CNN
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