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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira um pacote bilionário de R$ 41,7 bilhões destinado à indústria naval e à infraestrutura portuária, um dos maiores da história do setor. O plano, apresentado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reúne 890 projetos que devem gerar mais de 180 mil empregos diretos em todo o país. Após anos de desmonte que reduziram o setor a apenas 12 mil trabalhadores, a indústria naval voltou a crescer e já soma mais de 55 mil empregos, com perspectiva de triplicar com este novo ciclo de investimentos.
A estratégia foca na modernização e na expansão da frota nacional. Estão previstas a construção de 612 novas embarcações, 115 serviços de reparo e docagem, 141 modernizações, a implantação de seis novos estaleiros e 13 projetos portuários e terminais de transbordo. O Fundo da Marinha Mercante (FMM), motor desse crescimento, teve um salto impressionante: de R$ 22,8 bilhões aprovados entre 2019 e 2022, o montante subiu para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023-2026) — a prova de que o Estado voltou a investir no que é estratégico para a competitividade da economia brasileira.
Os investimentos estão distribuídos por todas as regiões do país. O Sul receberá R$ 14,1 bilhões, com destaque para a Bram Offshore em Santa Catarina (R$ 2,6 bilhões); o Nordeste, R$ 11,9 bilhões, com projeto da DOF Subsea na Bahia (R$ 2,8 bilhões e 1.460 empregos); o Sudeste, R$ 10,4 bilhões, com foco em reparos e modernização portuária; e o Norte, R$ 5,3 bilhões, com ênfase em hidrovias e na Plataforma Logística do Amapá (R$ 1,5 bilhão). O secretário-executivo do ministério, Tomé Franca, ressaltou que o volume de contratações aumenta a eficiência e a competitividade do país.
Além dos portos marítimos, o governo Lula está transformando os rios nas "estradas do Brasil". O fortalecimento da navegação interior, especialmente na região Norte, é prioridade para garantir logística eficiente e sustentável para o escoamento da produção e o transporte de passageiros. "Em muitas regiões, especialmente no Norte, os rios são as verdadeiras estradas da população", afirmou o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier. Com 2025 sendo apontado como o ano de maior execução financeira, o Brasil consolida sua independência logística e reafirma que a indústria naval é peça-chave para um país que quer crescer com justiça social e desenvolvimento tecnológico.
Com informações do Brasil247
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