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O julgamento criminal de Benjamin Netanyahu será retomado neste domingo após tribunais israelenses reabrirem processos não urgentes. A defesa do primeiro-ministro pediu nesta sexta-feira um novo adiamento de “pelo menos duas semanas”, alegando “razões de segurança e diplomáticas classificadas” em meio aos “eventos dramáticos” no Oriente Médio. Netanyahu responde desde 2020 a acusações de fraude, suborno e quebra de confiança e já usou sucessivas crises militares – incluindo a guerra em Gaza iniciada em outubro de 2023 – para atrasar seu depoimento. O chanceler do Irã, Araghchi, afirmou que “um cessar-fogo em toda a região aceleraria o encarceramento de Netanyahu”, insinuando que Israel e EUA prolongam o conflito deliberadamente. Donald Trump classificou o processo como “caça às bruxas” e pressionou o presidente de Israel, Isaac Herzog, para perdoar Netanyahu, dizendo que não queria “nada incomodando Bibi além da guerra com o Irã”. Se condenado por suborno, Netanyahu pode pegar até 10 anos de prisão, mas a lei israelense permite que ele continue no cargo durante o julgamento e até em recurso.
Netanyahu é acusado em três frentes: no Caso 4000, teria concedido US$ 500 milhões em favores regulatórios em troca de cobertura favorável num site de notícias; no Caso 1000, recebeu quase US$ 200 mil em champanhe e charutos de bilionários; no Caso 2000, negociou prejudicar um jornal rival em troca de elogios da imprensa. A retomada do julgamento ocorre sob cessar-fogo frágil entre EUA e Irã, mas Israel continua bombardeando o Líbano contra o Hezbollah. O governo Trump afirmou que o Líbano não estaria incluído no acordo, e Netanyahu disse que quer “negociações diretas” com Beirute, mas sem reduzir os ataques. Críticos sustentam que a guerra beneficia Netanyahu ao adiar sua responsabilização judicial, transformando o julgamento em ponto de choque entre corrupção, sobrevivência política e pressão externa de Trump. A decisão da Justiça sobre o novo pedido de adiamento será crucial nos próximos dias.
Com informações da Forbes
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