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O assessor especial da presidência brasileira, Celso Amorim, deu uma demonstração de firmeza geopolítica e defesa da soberania nacional durante o Fórum Internacional de Segurança de 2026, realizado em Moscou. Em uma entrevista contundente e exclusiva ao Brasil de Fato, o veterano diplomata alertou que o Brasil precisa, urgentemente, fortalecer suas forças de defesa e sua capacidade dissuasória para desencorajar qualquer tipo de loucura ou aventura intervencionista estrangeira em nosso território. Amorim destacou que, embora o governo do presidente Lula paute sua política externa pelo diálogo e pela busca incessante da paz, o pacifismo precisa estar respaldado por uma estrutura que faça qualquer potência pensar duas vezes antes de tentar violar as riquezas ou a autonomia do povo brasileiro.
Durante sua participação no fórum na Rússia, Amorim foi um dos principais porta-vozes do governo federal a rechaçar a manobra de Washington que classificou facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, denunciando o perigo de que esse teatro sirva de pretexto para ingerências na América Latina. O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa condenou veementemente a escalada militar e as agressões promovidas pelos Estados Unidos ao redor do mundo, como a invasão da Venezuela, e manifestou profunda preocupação com o cerco econômico e militar covarde contra Cuba.
Relembrando episódios históricos de mediação de conflitos capitaneados pelo Brasil no passado, Amorim reforçou que o mundo caminha para a multipolaridade e que o Brasil não pode ser ingênuo, devendo aumentar o custo político e militar para quem ousar ameaçar a nossa nação.
Com informações do Brasil de Fato
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