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O cenário político no Senado Federal indica uma possível trégua na conturbada relação entre o Palácio do Planalto e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Mesmo após o desgaste provocado pela rejeição de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre sinalizou a interlocutores que não pretende obstruir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6x1. A expectativa é que, uma vez concluída a tramitação na Câmara dos Deputados, o texto chegue ao Senado ainda neste semestre para uma votação célere.
A movimentação de Alcolumbre é lida nos bastidores como um gesto de equilíbrio. Após a derrubada do indicado de Lula — episódio que gerou suspeitas de um "acordão" entre a cúpula do Senado, a oposição e setores do STF —, o presidente da Casa tenta reorganizar a relação com o governo. Aliados de ambos os lados avaliam que o placar político está "quite", já que o governo também não apoiou o nome de Rodrigo Pacheco (PSB) para outras pretensões, criando uma compensação que pode evitar uma escalada de hostilidades.
No governo, a percepção é que o fim da escala 6x1 é uma "pauta imbatível" em ano eleitoral devido ao seu forte apelo popular. O presidente Lula transformou a mudança na jornada de trabalho em uma de suas principais bandeiras, defendendo que o trabalhador precisa de mais tempo para a família e o lazer. Articuladores palacianos acreditam que, com o apoio de Hugo Motta na Câmara e a sinalização positiva de Alcolumbre no Senado, a PEC será promulgada antes das eleições de outubro, dificultando qualquer tentativa de rejeição por parte de parlamentares que temem o desgaste com o eleitorado.
Apesar da abertura para o diálogo, o clima no PT ainda é de alerta. Enquanto uma ala defende a demissão de indicados de Alcolumbre no governo como resposta à derrota de Messias, o grupo majoritário recomenda cautela. O temor é que um rompimento total com o centrão empurre o apoio parlamentar definitivamente para a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Assim, a votação da PEC 6x1 surge como uma oportunidade para que Lula e Alcolumbre restabeleçam uma convivência pragmática, preservando a governabilidade em troca de uma agenda que beneficia diretamente a base trabalhadora.
Com informações do Brasil247
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