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A renomada jornalista Hildegard Angel disparou um torpedo contra a vidraça da gestão do governador Romeu Zema (Novo) ao denunciar o desaparecimento praticamente integral do acervo histórico e artístico do Palácio das Mangabeiras, a tradicional residência oficial do governo de Minas Gerais. Em um manifesto contundente publicado em suas redes sociais neste fim de semana, Hildegard classificou o sumiço do patrimônio público como o maior escândalo cultural da atualidade e cobrou esclarecimentos imediatos das autoridades estaduais sobre o destino da imensa herança mineira que simplesmente evaporou das dependências da sede governamental.
A descrição do cenário feita pela jornalista é desoladora e aponta para um esvaziamento completo e sistemático da memória do palácio. Segundo a denúncia, o patrimônio dilapidado inclui móveis históricos, tapetes persas, obras de arte, pratarias, louçarias coloniais, santarias raras e adornos valiosos, sem que nenhuma explicação transparente tenha sido dada à população sobre onde essas peças foram parar. De forma irônica e indignada, Hildegard destacou que até mesmo a histórica e sofisticada sala de cinema que integrava a residência oficial foi "abduzida inteira" da estrutura pública.
"O escândalo mais escândalo do momento é o escandaloso desaparecimento integral do conteúdo do Palácio das Mangabeiras, do Governo de Minas Gerais. Sumiu tudo, tudinho, não sobrou nem o cheiro. A maravilhosa sala de cinema foi abduzida inteira. Ninguém sabe, ninguém viu" — Hildegard Angel.
A jornalista não poupou o governador Romeu Zema e destroçou a justificativa de bastidores que é atribuída ao mandatário mineiro. Segundo Hildegard, o chefe do Executivo estadual tentou inicialmente abafar a gravidade do caso alegando cinicamente que as peças estavam "tudo catalogado e guardado", para logo em seguida encerrar as cobranças tratando o patrimônio público com profundo desdém ao afirmar que o acervo "era tudo móvel velho". A resposta leviana do governador inflamou ainda mais a indignação de historiadores e defensores da cultura nacional.
O nível de destruição e sumiço dos bens públicos na gestão de Minas foi comparado por Hildegard Angel a desastres históricos internacionais de pilhagem. A jornalista traçou um paralelo dramático entre o desfalque no Palácio das Mangabeiras e o assalto ocorrido no Museu do Louvre, em outubro de 2025, sustentando que a investida contra a memória mineira constitui o maior assalto a um palácio de governo de todos os tempos, assemelhando-se apenas às terríveis pilhagens e saques registrados em cenários de guerra.
O escândalo mais escândalo do momento, além do Banco Master, é o escandaloso desaparecimento integral do conteúdo do Palácio das Mangabeiras, do Governo de Minas Gerais. Entre móveis históricos, tapetes, quadros, prataria, louçaria, santaria, adornos, sumiu tudo, tudinho, não…
— Hildegard Angel Oficial (@hilde_angel) July 11, 2026