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Donald Trump desferiu um ataque frontal e violento contra as liberdades democráticas nos Estados Unidos ao iniciar uma verdadeira caçada jurídica contra o jornalismo independente. Em uma escalada autoritária sem precedentes na história recente do país, o Departamento de Justiça emitiu intimações criminais forçando quatro repórteres do prestigiado jornal The New York Times a depor perante um grande júri federal em Manhattan. O cerco policial atingiu o ápice do constrangimento quando agentes federais bateram diretamente às portas das residências dos profissionais na noite de sexta-feira para entregar as ordens de convocação. A ofensiva da Casa Branca busca arrancar e quebrar o sigilo das fontes que expuseram segredos militares e fragilidades críticas na segurança nacional da atual gestão.
O estopim para a perseguição estatal foi uma reportagem devastadora assinada pelos jornalistas Julian E. Barnes, Eric Lipton, Tyler Pager e Eric Schmitt. A matéria revelou que o novo Air Force One — a luxuosa aeronave presidencial doada pelo Catar e adaptada às pressas pelo governo americano — está operando de forma totalmente vulnerável no espaço aéreo, desprovido de sistemas defensivos básicos e cruciais, como escudos antimísseis. A revelação jogou o Pentágono no olho do furacão, forçando o FBI a tentar censurar a publicação antes que ela fosse ao ar, apelo ignorado pela direção do veículo. Para tentar conter o escândalo técnico, o porta-voz Steven Cheung tentou emplacar a desculpa esfarrapada de que o voo recente de Trump em um modelo antigo do avião presidencial foi uma "estratégia de despistamento".
"A utilização de intimações criminais contra repórteres produz um efeito intimidatório inaceitável. Obrigar jornalistas a testemunhar sobre suas fontes compromete o jornalismo investigativo e o direito sagrado da sociedade à informação" — Nota conjunta das entidades de liberdade de imprensa.
A violenta reação de Trump provocou um levante de repúdio entre as maiores organizações civis americanas. A Associação de Correspondentes da Casa Branca, o sindicato NewsGuild of New York e a Freedom of the Press Foundation emitiram duras notas conjuntas condenando o precedente tirânico adotado pelo Departamento de Justiça, que tenta maquiar o arbítrio alegando que os jornalistas são apenas "testemunhas" e não alvos formais. Especialistas em direito constitucional da mídia alertaram que o uso da máquina criminal pelo Executivo visa asfixiar denúncias de interesse público. Ao criminalizar a atividade da imprensa para blindar as falhas de suas próprias forças de segurança, Trump isola os Estados Unidos das nações democráticas e adota táticas de perseguição típicas de regimes autocráticos.
Com informações do The Guardian
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