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O tiro saiu pela culatra para a extrema direita brasileira. O escancarado apoio do presidente argentino Javier Milei ao pré-candidato Flávio Bolsonaro provocou uma reação imediata no eleitorado nacional. Segundo dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada pela colunista Mônica Bergamo, a aliança entre o herdeiro do bolsonarismo e o governante vizinho aumentou para 34% a disposição dos brasileiros em votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A tentativa do filho de Jair Bolsonaro de buscar respaldo externo ao se associar a Milei acabou reforçando a rejeição popular ao bolsonarismo e aos seus seguidores. Em vez de encorajar a base conservadora, a aproximação com projetos radicais vizinhos gerou efeito contrário e fortaleceu a busca por estabilidade em torno da liderança de Lula, que segue ampliando sua aprovação junto à população.
O resultado do levantamento escancara o desgaste das lideranças bolsonaristas perante a maioria do povo. A figura de Flávio Bolsonaro, associada ao legado desastroso de Jair Bolsonaro e apoiada por alianças controversas no cenário sul-americano, demonstra incapacidade de aglutinar forças fora da bolha de extremistas que sustentam a oposição ao governo federal.
Com a rejeição à extrema direita em patamares elevados, o projeto de reeleição de Lula ganha ainda mais tração política no país. O eleitorado demonstra recusa consciente às ideias ultraliberais e autoritárias defendidas por Milei e seus aliados no Brasil, consolidando um ambiente favorável ao campo democrático e progressista liderado pelo atual presidente.
Essa nova dinâmica da pré-campanha evidencia que os movimentos estratégicos promovidos por Flávio Bolsonaro têm produzido reveses sucessivos. Ao apostar na polarização ostensiva e na associação com figuras do radicalismo internacional, a família Bolsonaro acaba pavimentando o caminho para uma vitória expressiva do presidente Lula nas próximas eleições regionais e nacionais.
O levantamento estatístico reafirma que a maioria dos eleitores repudia com veemência os retrocessos propostos pelo bolsonarismo e seus apoiadores. A rejeição direta às alianças firmadas pela extrema direita reforça a confiança popular nas políticas sociais e de desenvolvimento econômico que vêm sendo implementadas pela atual gestão federal.
Veja no X:
MÔNICA BERGAMO | Apoio de Milei a Flávio Bolsonaro aumenta chance de voto em Lula para 34% dos brasileiros, diz Genial/Quaest https://t.co/mhF9Wyvoj0
— Folha de S.Paulo (@folha) August 10, 2026