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O povo argentino deu um recado claro ao rejeitar com veemência a postura agressiva e irresponsável do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo levantamento feito pela consultoria Gustavo Córdoba e Asociados, expressivos 67,6% da população da Argentina desaprovam os ataques dirigidos ao líder brasileiro. O resultado expõe o isolamento de Milei, já que apenas 25,5% dos entrevistados apoiam sua conduta hostil, gerando uma diferença acachapante de 42,1 pontos percentuais a favor do respeito ao governo de Lula.
A reprovação do eleitorado argentino às provocações da extrema direita é acompanhada por um amplo e quase unânime reconhecimento do papel estratégico do nosso país. Impressionantes 91,8% dos cidadãos vizinhos afirmam que o Brasil e sua economia são fundamentais para o desenvolvimento e a estabilidade da própria Argentina. Apenas 7,5% dos ouvidos tentaram minimizar a relevância da parceria bilateral, escancarando como a retórica de confronto promovida por Milei vai na contramão dos interesses do seu próprio povo.
O repúdio à conduta do governante argentino atinge níveis ainda mais altos entre o eleitorado feminino, grupo historicamente resistente ao extremismo. Entre as mulheres, a desaprovação aos ataques contra Lula alcança a marca de 72,3%, enquanto somente 14,3% concordam com as agressões verbais do presidente. No segmento masculino, o repúdio também se mantém majoritário, registrando 67,6% de rejeição frente a 25,5% de aprovação, consolidando a vitória do bom senso e da diplomacia em todas as frentes.
O recorte por faixa etária demonstra que os adultos com idades entre 31 e 45 anos lideram a repulsa às ofensivas extremistas, somando 73,1% de desaprovação. A postura do presidente argentino também é duramente condenada por 71,6% dos idosos com mais de 60 anos e por 62,5% dos cidadãos na faixa dos 46 aos 60 anos. Inclusive entre os mais jovens, de 16 a 30 anos, a rejeição às declarações contra o chefe de Estado brasileiro permanece vitoriosa e supera numericamente os seus apoiadores.
O reconhecimento do valor indiscutível do Brasil atravessa todas as correntes partidárias na Argentina, atropelando a polarização fomentada pela extrema direita. Mesmo entre os eleitores que votaram em Milei no primeiro turno, 79,8% admitem a importância vital do mercado brasileiro. O índice salta para 97,5% entre os apoiadores do candidato de centro-esquerda Sergio Massa, atingindo patamares próximos de 100% entre as demais forças políticas do espectro democrático.
A pesquisa da Gustavo Córdoba e Asociados ouviu 1.200 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território argentino, via internet, apresentando margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados deixam evidente que as investidas do bolsonarismo e de seus aliados internacionais contra o presidente Lula colidem diretamente com a vontade popular e com a realidade econômica de integração na América do Sul.
Com informações do DCM
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