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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em atuação conjunta com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou a Operação Rede Interrompida para desarticular uma célula neonazista suspeita de planejar atos de violência contra sedes do Poder Público e instalações destinadas a debates do segundo turno das eleições, em Brasília. Os investigados, que mantinham articulação exclusivamente virtual por meio do aplicativo Telegram, compartilhavam discursos de ódio e orientações para a produção de artefatos explosivos. A ação policial cumpriu oito mandados de busca e apreensão distribuídos por cinco estados, resultando no recolhimento de armas, materiais de propaganda nazista e equipamentos eletrônicos. Em declaração sobre a gravidade das apurações, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que os planos articulados pelos suspeitos representavam ameaças concretas à segurança nacional.
As investigações apontam que a organização planejava investidas contra edificações na capital federal, incluindo o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Esplanada dos Ministérios. As autoridades apuram a hipótese de que as ações visavam atingir o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as estratégias monitoradas pelas forças de segurança estava a provocação de explosões na estrutura que abrigaria o debate eleitoral, com o intuito de disseminar pânico e promover ações contrárias ao regime democrático.
A coordenação do grupo utilizava canais no aplicativo Telegram, sendo um ambiente amplo com centenas de usuários e um núcleo restrito voltado ao alinhamento operacional. Nesse espaço fechado, os participantes trocavam instruções técnicas para confecção de bombas artesanais e coquetéis Molotov, além de calcularem insumos e estudarem representações gráficas e plantas arquitetônicas das sedes governamentais para mapear possíveis acessos.
O trabalho de inteligência foi conduzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça, em parceria com a Polícia Civil do DF. O monitoramento do ambiente digital permitiu identificar a disseminação sistemática de ideologia neonazista, misoginia e incitação à violência política. As buscas e apreensões foram executadas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, focando na apreensão de dados para avaliar a capacidade operacional do grupo e evitar a consolidação dos ataques.
Os alvos da operação compreendem jovens de 19 a 31 anos de idade sem histórico de encontros presenciais prévios. Os suspeitos deverão responder pelos crimes de associação criminosa, incitação ao crime e apologia ao nazismo, enquanto o material digital apreendido passa por perícias técnicas para instruir os procedimentos judiciais cabíveis.
Com informações da Fórum
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