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Uma ação da Polícia Civil deflagrada nesta quarta-feira resultou na prisão do homem acusado de fabricar armas de fogo com o uso de impressoras 3D na Região Metropolitana de Porto Alegre. O investigado é apontado como o principal fornecedor do armamento tecnológico para facções criminosas em atuação no Estado, vendendo os produtos inclusive para grupos rivais.
A ofensiva, batizada de Operação 3D, cumpriu dezenas de ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Além do fabricante do armamento, outras 13 pessoas foram presas durante as diligências realizadas nos municípios de Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro.
As investigações do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico apontaram que o grupo operava uma estrutura organizada e com divisão clara de tarefas. O esquema contava com núcleos específicos para a confecção das peças, a gestão das encomendas e a logística de distribuição das armas para o crime organizado.
A apuração policial teve início no final do ano passado, quando os agentes apreenderam os primeiros modelos de armas produzidos por impressão 3D, acompanhados de diversos componentes e peças de montagem. O material apreendido na ocasião serviu de base para mapear toda a rede de produção clandestina.
Segundo os delegados responsáveis pelo caso, a atuação do fornecedor chamou a atenção dos investigadores pela neutralidade comercial com que operava, atendendo pedidos de diferentes organizações criminosas sem vínculo exclusivo. Essa dinâmica garantia alto volume de vendas e ampla circulação das armas artesanais na região.
A operação segue em andamento para identificar outros possíveis integrantes do grupo e mapear o destino de armas já comercializadas pela quadrilha.
Com informações do DCM
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