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O despreparo da chapa encabeçada pela extrema direita ficou exposto de forma vexatória durante um evento promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, em Brasília. Após o candidato titular Flávio Bolsonaro fugir do compromisso e cancelar sua presença sem apresentar qualquer justificativa plausível, a missão de representar o grupo sobrou para o seu candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar. O parlamentar, no entanto, protagonizou um momento de visível desorientação no palco ao demonstrar total incapacidade de responder a perguntas básicas sobre a economia nacional.
O episódio vergonhoso ocorreu no momento em que a bancada questionou a chapa sobre medidas concretas para impulsionar os setores de comércio e serviços, fundamentais para a geração de empregos no país. Incapaz de apresentar um plano estruturado para a área, Alfredo Gaspar limitou-se a repetir jargões genéricos sobre segurança jurídica e estabilidade para empresários. Diante do esvaziamento de propostas, o aliado do clã preferiu apelar para a retórica vazia, desviando do assunto central para atacar a gestão democrática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com acusações sem fundamento sobre impostos e estatais.
Sem saber como prosseguir com a resposta temática exigida pelos organizadores, o candidato a vice entrou em parafuso e decidiu interromper sua fala para entregar o microfone ao coordenador político da campanha, o senador Rogério Marinho. Para piorar o constrangimento geral no estúdio, ao tentar fazer uma gentileza para justificar seu repasse de palavra, o deputado se atrapalhou com as palavras ao vivo e cometeu um gafe linguística ao tentar chamar o colega de bancada de figura "prodigiosa" da nação.
A cena expôs o clima de tensão e desalinhamento que impera na cúpula da candidatura conservadora. Ao ser chamado para assumir o microfone no lugar do vice desnorteado, Rogério Marinho não escondeu a expressão de profundo desconforto no palco. O senador precisou intervir sutilmente, tocando nas costas do companheiro de chapa e cochichando instruções antes de finalmente assumir a bancada para tentar salvar a participação do grupo, lembrando que o próprio Marinho havia sido cotado para a vaga de vice antes da definição do nome de Gaspar.
A sucessão de erros e a ausência do candidato principal reforçam a falta de projeto do grupo extremista para os setores produtivos do país, recorrendo ao improviso e ao ataque político sempre que confrontado com temas reais do desenvolvimento econômico. O fiasco na sabatina empresarial se soma a outros episódios em que representantes da chapa preferem abandonar os debates públicos a ter que defender propostas perante a sociedade civil.
Assista ao fiasco:
Flávio Bolsonaro faltou à sabatina da UNECS e mandou em seu lugar o vice, Alfredo Gaspar. O problema é que Gaspar não conseguiu apresentar as propostas da chapa e precisou pedir socorro a Rogério Marinho.
— Pragmatismo Politico (@Pragmatismo_) August 19, 2026
Lembrem que se Flávio for eleito, Alfredo Gaspar irá ocupar a cadeira de… pic.twitter.com/8GJrDJsJiz