286 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A promiscuidade entre o sistema financeiro privado e a burocracia do Estado ganhou novos contornos em investigação da Polícia Federal. Mensagens interceptadas revelam que Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, teria cobrado propina do banqueiro Daniel Vorcaro logo após formalizar ao Ministério Público Federal denúncias de fraudes bilionárias no Banco Master. O episódio expõe como os bastidores da alta finança operam para acobertar manipulações contábeis e proteger interesses da elite econômica.
Segundo os investigadores, a cobrança de propina ocorreu apressadamente uma semana após o relatório do Banco Central apontar maquiagem nas demonstrações financeiras do Master, envolvido em uma suspeita negociação de R$ 12 bilhões com o Banco de Brasília (BRB). Para ocultar o caminho do dinheiro e burlar a fiscalização, o grupo de Vorcaro utilizou uma engenharia financeira baseada em contratos fictícios e empresas de fachada, evidenciando o modus operandi que o capital financeiro utiliza para fraudar balanços e lesar a economia pública.
O escândalo do Banco Master e as suspeitas sobre a cúpula do Banco Central escancaram a urgente necessidade de rigor e controle público sobre o sistema financeiro. A promiscuidade entre banqueiros privados e agentes reguladores demonstra que, sem uma fiscalização firme e transparente, as instituições financeiras operam como um balcão de negócios fechado, no qual a especulação, a maquiagem de lucros e a corrupção se tornam ferramentas usuais para manter os privilégios das elites do mercado.
Com informações do UOL.
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.