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A delação premiada do operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", revelou novos detalhes sobre o financiamento do filme Dark Horse, obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), Mineiro confirmou ter realizado sete transferências bancárias ao longo de 2025 para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos. Os repasses somaram US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões à época) e foram efetuados a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O fundo Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração próximo a Eduardo Bolsonaro. A Polícia Federal e a PGR investigam se os recursos foram destinados exclusivamente à produção cinematográfica ou se também financiaram a permanência do ex-deputado federal nos Estados Unidos, para onde se mudou no início de 2025. Além dos envios ao exterior, o delator relatou ter feito entregas de dinheiro em espécie no Brasil a interlocutores indicados por Vorcaro.
A apuração sobre o projeto audiovisual da produtora Go Up Entertainment também aponta inconsistências orçamentárias. Uma perícia privada contratada pela empresa indicou que o longa custou US$ 13,39 milhões, dos quais cerca de 20% foram alocados em uma etapa administrativa chamada "soft production" — patamar considerado atipicamente elevado por especialistas do mercado de cinema. O caso gerou repercussões na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, citado em mensagens cobrando valores para a produção do filme.
Com informações do O Globo
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