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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo deram início, nesta quarta-feira (16), a uma série de reuniões com integrantes do governo de Donald Trump, em Washington. O movimento ocorre no dia seguinte à suspensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da análise sobre o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Caso Master. As primeiras conversas envolvem diplomatas do Departamento de Estado e preveem encontros subsequentes na Casa Branca.
A estratégia da dupla é utilizar os desdobramentos da turbulenta sessão da Corte brasileira interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino para convencer as autoridades norte-americanas a restabelecer as punições da Lei Magnitsky contra Moraes e ampliar o alcance das medidas para incluir também o próprio Dino. Integrantes do grupo aliado a Jair Bolsonaro avaliam que o impasse no tribunal abriu uma nova oportunidade política para articular retaliações externas contra o Judiciário brasileiro.
Apesar do lobby em solo americano, a investida encontra resistência em setores do próprio governo Trump. Integrantes da administração norte-americana demonstram cautela em aplicar novas sanções neste momento, sob a avaliação de que medidas drásticas contra magistrados da Suprema Corte em pleno período eleitoral no Brasil possam favorecer a narrativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da soberania nacional.
A crise no STF envolve investigações derivadas do relatório da Polícia Federal sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No plenário, o julgamento foi travado por divergências quanto à separação ou junção das apurações relativas a Moraes e ao ministro André Mendonça. Com o pedido de vista de Flávio Dino, o rito processual do caso segue indefinido e sem data para retomada das deliberações.
Com informações do Metrópoles.
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