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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a criticar neste sábado, 29, a possibilidade do governo rever a meta fiscal deste, admitindo um déficit ainda maior que os R$ 139 bilhões.
"A minha posição é que a meta fiscal fique onde está. Não é correto gerar mais [R$] 30, 40, 50 bilhões de gastos para a população pagar", escreveu Maia em mensagem postada nas redes sociais. A alteração da meta depende de aprovação do Congresso Nacional.
Tanto o Palácio do Planalto quanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento já admitem que o valor pode ser revisto em agosto, como mostrou a Folha. Se o quadro de deterioração fiscal se mantiver ao longo das próximas semanas, o governo deverá rever o tamanho do deficit até 31 de agosto –data-limite para a apresentação do projeto de lei orçamentária do ano que vem.
"Se nós não temos condição de cumprir a meta, que se construa (sic) as soluções, mas não aumentando os gastos", escreveu Maia. "Todo mundo tem o seu orçamento e precisa viver dentro do seu orçamento. A União, os Estados e municípios também."
Aumento no tom das críticas por rodrigo Maia acontece a poucos dias da votação da denúncia de corrupção passiva feita contra Michel Temer. Se a Câmara autorizar –são necessários ao menos 342 votos–, o STF (Supremo Tribunal Federal) então analisa a acusação. Se aceita, o presidente se torna réu, é afastado por 180 dias, e Maia assume o Planalto.
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