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O ex-presidente e atual senador por Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTC), anunciou, nesta sexta-feira (19), que é pré-candidato à Presidência da República em 2018. O anúncio foi feito em entrevista à rádio Gazeta de Arapiraca (AL), pertencente ao grupo de meios de comunicação de sua família em Alagoas.
"Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida", disse.
Collor já foi presidente do país entre 1990 e 1992, quando se tornou o primeiro chefe da República a sofrer impeachment. Em seu lugar assumiu o seu vice, Itamar Franco.
Collor se filiou ao PTC em abril de 2016. O partido é uma nova versão do PRN. "Pesou na decisão a identidade programática e a relação histórica com dirigentes nacionais da legenda, como o presidente Daniel Tourinho. O partido, com o número 36, sucedeu o antigo PRN, sigla pela qual Collor elegeu-se presidente da República, em 1989", disse o senador, em nota à época.
Em entrevista ao UOL em 2016, Collor falou sobre o seu processo impeachment e disse que só caiu da Presidência porque teve uma relação ruim com os parlamentares. "Um dos equívocos que cometi como presidente da República – potencializado pela caduquice, o anacronismo do sistema presidencialista a industrializar crises - foi o de ter tido com o Congresso Nacional uma relação inadequada", disse.
Uma das plataformas mais defendidas por Collor desde que foi eleito ao Senado, em 2006, é a adoção do parlamentarismo no país. "Eu cultivo a crença de que esse cenário político, sombrio e desacreditado, mudaria radicalmente com a adoção do parlamentarismo, que é uma forma eficiente e moderna de resgatarmos o relacionamento político para uma governança mais ágil, eficaz e dinâmica", afirmou na mesma entrevista em 2016.
Em 2007, quando chegou ao Senado, Collor fez um pronunciamento histórico, que durou três horas, onde chorou e falou sobre os "abusos" cometidos pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou o esquema PC Farias.
Collor foi processado no STF (Supremo Tribunal Federal), mas acabou inocentado de todas as ações. A última delas, em abril de 2014 . Em novo discurso no Senado, questionou: "quem me devolverá o que me foi tomado?"
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