Política · Economia

O medo do retrocesso: por que a juventude se mobiliza contra o projeto de Flávio Bolsonaro

Análise aponta que engajamento jovem nas eleições reflete preocupação com propostas econômicas e ameaças à democracia.

Foto: Caminhada com Lula em Belo Horizonte Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

A intensa mobilização da juventude brasileira neste segundo turno das eleições não é apenas um reflexo de idealismo, mas uma resposta pragmática aos riscos que o projeto de Flávio Bolsonaro (PL) impõe ao futuro do país. Enquanto o governo Lula (PT) foca na reconstrução de políticas públicas, a oposição apresenta propostas que, segundo especialistas, podem comprometer a estabilidade econômica e os direitos fundamentais.

O alerta vem de dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O órgão aponta que o chamado “tesouraço” defendido pela campanha de Flávio Bolsonaro pode resultar em uma retração de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e colocar em risco mais de 2 milhões de postos de trabalho. A preocupação é agravada pela sinalização da coordenadora econômica do candidato, Daniella Marques, que aponta o modelo de Javier Milei na Argentina como referência, cenário marcado por recessão e aumento da pobreza.

Além do campo econômico, o histórico de Flávio Bolsonaro gera apreensão entre as novas gerações. Em livro publicado em 2017, o candidato negou a ocorrência do golpe de 1964 e teceu elogios ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, figura central da repressão durante a ditadura militar. Para muitos jovens, essa postura representa uma ameaça direta à democracia e aos direitos humanos conquistados após décadas de luta.

O cenário eleitoral coloca, portanto, dois caminhos distintos: a continuidade de um projeto de desenvolvimento e justiça social ou o risco de um retrocesso institucional e econômico. A juventude, ao ocupar as ruas, busca garantir que o Brasil siga avançando em ciência, educação e soberania, evitando que o país precise gastar energia reconstruindo instituições que já deveriam estar consolidadas.

Em resumo

  • Propostas econômicas de Flávio Bolsonaro podem causar queda de 1,5% no PIB e perda de 2 milhões de empregos, segundo o Dieese.
  • A equipe econômica do candidato sinaliza inspiração no modelo de gestão de Javier Milei.
  • O histórico de declarações de Flávio Bolsonaro sobre a ditadura militar gera preocupação com a estabilidade democrática.

Fonte: Brasil 247

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