Política

Estratégia de Flávio Bolsonaro para o dia da votação acende alerta de autoridades

Orientação para que apoiadores permaneçam nos locais de votação até o fim da apuração gera preocupação com a segurança e a logística do pleito.

Foto: - Flávio Bolsonaro em campanha - Foto: Miguel Schincariol/AFP · Original e licença

Uma nova diretriz emitida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem gerado apreensão entre autoridades eleitorais e forças de segurança para o segundo turno das eleições. Através do grupo digital 'Tropa do Flávio', que reúne cerca de 2 milhões de seguidores, o comando da candidatura convocou seus apoiadores a permanecerem nos locais de votação até o encerramento total dos trabalhos e o recolhimento das urnas.

A orientação, que incentiva a militância a atuar como uma espécie de 'fiscalização paralela', inclui a exigência de acompanhar a impressão dos Boletins de Urna (BU). Especialistas em direito eleitoral alertam que a presença concentrada de grupos organizados nas seções pode intimidar eleitores, sobrecarregar o trabalho dos mesários e criar entraves logísticos no transporte das mídias para a centralização dos dados.

O clima de tensão foi potencializado pela circulação de conteúdos enganosos no mesmo canal. Em um áudio compartilhado, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL) disseminou acusações infundadas sobre supostas fraudes cometidas por mesários, alegando que ausências de eleitores estariam sendo utilizadas para beneficiar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A mobilização, que pede que os eleitores fiquem nos colégios até que as urnas sejam guardadas, é vista por órgãos de fiscalização como um fator de risco para a estabilidade do pleito. O receio é que a estratégia resulte em aglomerações desnecessárias e episódios de atrito que possam comprometer a dinâmica da votação em todo o país.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro convocou apoiadores a vigiar locais de votação até o fim da apuração.
  • A estratégia inclui a fiscalização da impressão dos Boletins de Urna e do recolhimento dos equipamentos.
  • Conteúdos com alegações falsas de fraude, difundidos por Gustavo Gayer, serviram de base para a convocação.
  • Autoridades monitoram o risco de tumultos e interferências no trabalho dos mesários.

Fonte: Revista Fórum

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