Debate presidencial: Lula confronta propostas econômicas de Flávio Bolsonaro
Em embate na TV Globo, o presidente Lula rebateu críticas sobre a dívida pública e apontou que o plano de renegociação de débitos do adversário é uma cópia de iniciativa já enviada pelo governo ao Congresso.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
O cenário econômico dominou o debate presidencial na TV Globo nesta sexta-feira, 23 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro trocaram farpas sobre a gestão da dívida pública e os rumos do crédito no país. O candidato do PL, ao questionar o atual governo, alegou que o endividamento nacional alcançou a marca de R$ 11 trilhões e cobrou explicações sobre a situação financeira das famílias brasileiras.
Lula devolveu a provocação ao questionar a autonomia do Banco Central, medida consolidada durante a gestão de Jair Bolsonaro. O presidente argumentou que a independência da instituição, defendida pelo senador como um legado positivo, limita a capacidade do Executivo de intervir na política monetária. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro sustentou que a medida foi essencial para conter gastos e prometeu que, sob sua gestão, a taxa básica de juros seria reduzida para 7% ao ano, afirmando que o mercado já reagiria positivamente à sua candidatura.
O embate ganhou contornos de disputa por autoria quando o senador apresentou um plano para comprar e renegociar dívidas de cidadãos e empresas. Lula rebateu prontamente, afirmando que a proposta é uma cópia de um projeto que seu governo já encaminhou ao Senado. O petista detalhou que sua iniciativa prevê a aquisição de débitos com descontos que podem chegar a 95%, além de citar programas de perdão para microempreendedores inadimplentes.
Ao final, o presidente criticou a agenda de austeridade do adversário, classificando as promessas de cortes de despesas como um tesouraço que ameaça o desenvolvimento. Lula defendeu que o crescimento econômico depende da expansão do crédito e do estímulo ao consumo, e não de ajustes fiscais severos. O confronto ocorre a poucos dias do segundo turno, marcado para este domingo, 25 de outubro.
Em resumo: - Lula questionou a autonomia do Banco Central ao ser cobrado sobre a dívida pública. - O presidente afirmou que o plano de renegociação de dívidas de Flávio Bolsonaro replica projeto já enviado pelo governo ao Legislativo. - Lula criticou a política de cortes de gastos do adversário e defendeu o crédito como motor da economia.
Fonte: Brasil 247

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