Política · Economia · Segurança

Lula encerra debate com alerta sobre risco de milícia no Planalto

Em último confronto antes do segundo turno, Lula critica Flávio Bolsonaro e reafirma compromissos econômicos, enquanto o adversário foca em promessas ambientais e críticas à gestão atual.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o último debate presidencial da TV Globo, realizado nesta sexta-feira (23), com um duro recado ao eleitorado. Ao pedir votos para o segundo turno, que ocorre neste domingo (25), o petista afirmou que o Brasil não pode permitir a chegada de um "miliciano" ao Palácio do Planalto, em referência direta ao seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Durante o confronto, o clima foi de troca de acusações sobre economia e segurança pública. Enquanto Lula relembrou sua trajetória política e defendeu os resultados de sua gestão, Flávio Bolsonaro buscou explorar o descontentamento popular, questionando os eleitores sobre a evolução de suas condições de vida nos últimos quatro anos e prometendo recuperar o poder de compra das famílias.

Após o debate, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, Lula esclareceu pontos sobre a política econômica. O presidente garantiu que o fim da autonomia do Banco Central não está entre as prioridades de seu governo e manifestou confiança na gestão de Gabriel Galípolo à frente da instituição. O petista reforçou, contudo, que a redução da taxa básica de juros é essencial para impulsionar a economia nacional.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, aproveitou o espaço pós-debate para apresentar uma meta ambiental, prometendo zerar o desmatamento até 2029. O candidato do PL também criticou o que classificou como "travas ideológicas" em órgãos de controle, defendendo uma reestruturação na forma como essas instituições operam.

Em resumo

  • Lula declarou que o país não pode ser governado por um "miliciano", atacando o histórico de seu adversário.
  • O presidente reafirmou que a autonomia do Banco Central não é prioridade, mas defendeu a queda dos juros.
  • Flávio Bolsonaro prometeu zerar o desmatamento até 2029 e criticou órgãos de fiscalização ambiental.
  • O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo, 25 de outubro.

Fonte: Brasil 247

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