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O poder de Musk: Como a Casa Branca usa a Starlink para ditar rumos em zonas de guerra

Reportagem revela que governos Biden e Trump utilizaram a rede de satélites de Elon Musk como ferramenta estratégica em conflitos globais, gerando críticas sobre a privatização da segurança nacional.

Foto: Donald Trump e Elon Musk Crédito: REUTERS/Kevin Lamarque · Original e licença

A infraestrutura de satélites Starlink, de propriedade de Elon Musk, tornou-se um braço estratégico da política externa e militar dos Estados Unidos. Segundo apuração da agência Reuters, tanto a gestão de Joe Biden quanto a de Donald Trump recorreram repetidamente à SpaceX para manipular o acesso à internet em regiões de conflito, ora bloqueando comunicações de adversários, ora expandindo o sinal para aliados e grupos de oposição.

O levantamento, baseado em relatos de seis ex-altos funcionários estadunidenses, detalha como a Casa Branca e o Pentágono pressionaram a empresa para desativar terminais utilizados pelo Hezbollah, no Líbano, e pelos houthis, no Iêmen. Em contrapartida, houve esforços para viabilizar o acesso à rede no Irã, visando apoiar manifestantes contrários ao governo local após episódios de ataques militares em 2025 e 2026.

A dependência tecnológica de Washington em relação a Musk ganhou contornos críticos com as recentes restrições impostas às forças ucranianas. O presidente Volodymyr Zelensky denunciou que o sistema Starshield — a versão militar da rede — teve sua capacidade deliberadamente limitada, prejudicando o uso de drones e a defesa contra ataques russos. Enquanto a Casa Branca nega coordenação direta, Musk afirmou que o controle do sistema cabe, em última instância, ao governo dos EUA.

O cenário levanta um debate urgente sobre a soberania nacional. O deputado democrata Jason Crow criticou a concentração de poder nas mãos de um bilionário, afirmando que corporações privadas não deveriam decidir o que é melhor para a segurança do país. Especialistas apontam que a ambiguidade de Musk torna difícil distinguir se as decisões são estratégias de Estado ou caprichos pessoais do empresário.

Em resumo

  • Governos Biden e Trump usaram a Starlink para interferir em conflitos no Líbano, Iêmen, Irã e Ucrânia.
  • A SpaceX colabora com órgãos de segurança dos EUA para alinhar o uso da rede aos interesses de Washington.
  • Restrições no sistema Starshield prejudicaram operações militares ucranianas, gerando tensão diplomática.
  • A crescente influência de Musk sobre a segurança nacional dos EUA é alvo de críticas por parte de parlamentares e analistas.

Fonte: Brasil 247

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