Debate na Globo termina sem viradas e eleição segue em clima de suspense total
Último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro na TV Globo não altera cenário eleitoral, mantendo disputa acirrada na véspera da votação.

Foto: Presidente Lula e Flávio Bolsonaro no debate da Globo – 23.10.16 Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil · Original e licença
O último debate presidencial antes do segundo turno, realizado na TV Globo, não foi o divisor de águas que muitos esperavam. O confronto entre o presidente Lula e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) manteve o tom de embate direto, mas sem apresentar fatos novos capazes de alterar significativamente a preferência do eleitorado na reta final.
Durante o programa, Flávio Bolsonaro apresentou promessas como o reajuste de aposentadorias acima da inflação e a construção de uma rodovia ligando Salvador a São Luís. Lula rebateu as propostas classificando-as como mentiras e reforçou críticas sobre a autoria de obras públicas, como a transposição do Rio São Francisco, que o petista reivindica para sua gestão anterior.
Em análise ao portal Boa Noite 247, o ex-diretor do Datafolha, Mauro Paulino, destacou que Lula apresenta uma tendência de crescimento nos últimos dias, especialmente entre jovens, idosos e eleitores de baixa renda. Segundo o estatístico, a dinâmica da apuração deve mostrar Flávio Bolsonaro à frente inicialmente, devido ao desempenho no Sul e Sudeste, com Lula ganhando terreno conforme os votos do Nordeste forem contabilizados.
A expectativa agora se volta para a divulgação das últimas pesquisas do Datafolha e da Quaest, previstas para esta tarde. Para Paulino, a viabilidade da vitória de Lula depende de uma vantagem de pelo menos dois pontos percentuais nestes levantamentos finais, em uma disputa que promete ser decidida voto a voto.
Em resumo
- O debate na TV Globo não alterou o cenário eleitoral na véspera do pleito.
- Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações sobre promessas e realizações de governo.
- Especialistas apontam tendência de crescimento de Lula, mas alertam para o equilíbrio nas regiões Sul e Sudeste.
- Resultados das últimas pesquisas Datafolha e Quaest serão cruciais para o termômetro final da eleição.
Fonte: Brasil 247

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