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Caos no transporte em Salvador: Justiça manda prender secretário após retenção de ônibus

Denúncias de boicote ao transporte público em Salvador levaram o TRE-BA a ordenar a prisão do secretário de Mobilidade e exigir a circulação imediata da frota no dia da votação.

O dia de votação em Salvador foi marcado por um grave entrave na mobilidade urbana, com centenas de ônibus retidos nas garagens. Um motorista do sistema de transporte, que preferiu manter o anonimato por medo de represálias, revelou que a categoria recebeu ordens diretas para não colocar em circulação os veículos que exibiam adesivos de campanha do PT. Segundo o relato, os trabalhadores foram proibidos tanto de operar os coletivos quanto de remover a propaganda eleitoral dos carros.

A situação gerou revolta e longas filas em diversos bairros da capital, como Brotas, Mussurunga e Plataforma, frustrando a promessa da prefeitura de manter a frota integral e gratuita durante o pleito. Uma fiscalização realizada pelo Procon-BA confirmou a gravidade da denúncia ao encontrar 252 veículos parados em três garagens, prontos para rodar, mas mantidos imobilizados. O funcionário afirmou que a determinação partiu da gestão municipal, afetando tanto o sistema Integra quanto o BRT.

Diante do cenário de desabastecimento das linhas, a Federação Brasil da Esperança recorreu ao Judiciário. O desembargador Maurício Kertzman Szporer, que preside o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, interveio prontamente. O magistrado exigiu o retorno imediato dos ônibus às ruas com a mesma frequência de dias úteis e decretou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Além da medida restritiva de liberdade, foi fixada uma multa de R$ 1 milhão por hora caso a ordem não fosse cumprida.

A administração de Bruno Reis tentou justificar o bloqueio alegando que a presença de adesivos eleitorais nos veículos configurava propaganda irregular. O secretário Pablo Souza negou qualquer intenção de prejudicar o eleitorado, classificando o atraso como uma dificuldade técnica para a retirada dos materiais. Contudo, a denúncia do rodoviário contradiz essa versão, ao apontar que a própria gestão teria proibido a remoção dos adesivos, mantendo os ônibus propositalmente fora de circulação em uma cidade onde o PT obteve ampla vantagem no primeiro turno.

Em resumo: - Motoristas denunciaram que a prefeitura impediu a circulação de ônibus com propaganda petista. - O presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, ordenou a liberação da frota e a prisão do secretário de Mobilidade. - Fiscalização flagrou 252 ônibus parados, apesar da promessa de frota cheia.

Fonte: ICL Notícias

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