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Fim da escala 6x1: entenda como a mudança impactará milhões de trabalhadores no Rio

Levantamento do Sebrae Rio aponta que 2,6 milhões de trabalhadores fluminenses seriam beneficiados pela redução da jornada de trabalho, com foco em jovens e pequenos negócios.

Foto: Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil · Original e licença

A possível redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 prometem transformar a realidade de 2,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Rio de Janeiro. Segundo um levantamento do Sebrae Rio, baseado em dados da RAIS 2025, esse contingente representa 72,7% de todos os empregados celetistas do estado, evidenciando a dimensão da mudança para a classe trabalhadora fluminense.

O estudo destaca que as jornadas mais extensas, que superam as 40 horas semanais, atingem de forma desproporcional os segmentos mais vulneráveis: jovens, pessoas com menor escolaridade e a população preta e parda. Setores como comércio, hotelaria e construção civil lideram o ranking de ocupações com maior carga horária, chegando a ultrapassar 90% de vínculos com jornadas longas nessas áreas.

Um dado que chama a atenção é a disparidade salarial associada ao tempo de trabalho. Enquanto trabalhadores com jornadas de 40 horas semanais possuem um rendimento médio de R$ 8.098, aqueles submetidos a jornadas superiores recebem, em média, R$ 3.158 — uma diferença de aproximadamente 61%. Além disso, a rotatividade é maior entre quem cumpre jornadas mais longas, com menor tempo médio de permanência no emprego.

A proposta de emenda à Constituição prevê uma transição gradual de 14 meses para a implementação do novo limite de 40 horas. O Sebrae alerta que o desafio será maior para micro e pequenas empresas, que concentram metade dos trabalhadores afetados. A recomendação é que os empresários utilizem o período de adaptação para reorganizar escalas, processos operacionais e o planejamento financeiro.

Em resumo

  • 2,6 milhões de trabalhadores fluminenses podem ser beneficiados pela redução da jornada.
  • Trabalhadores com jornadas acima de 40 horas ganham, em média, 61% menos que os demais.
  • Micro e pequenas empresas concentram 80,1% dos vínculos com jornadas extensas.
  • A transição para o novo limite de 40 horas semanais deve ocorrer de forma gradual ao longo de 14 meses.

Fonte: Brasil 247

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