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Jatinho usado por Flávio Bolsonaro pertence a empresa investigada por corrupção na Argentina

O senador Flávio Bolsonaro viajou aos EUA em aeronave de empresa citada em escândalo de propinas envolvendo o governo de Javier Milei.

Foto: Flávio Bolsonaro e Javier Milei Crédito: Reprodução/YT · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou um jatinho da empresa argentina Baires Fly para viajar aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28). A companhia, proprietária da aeronave Gulfstream G400, é alvo de investigações judiciais na Argentina por suspeitas de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas que atinge o núcleo do governo do presidente Javier Milei.

Segundo apuração do jornal argentino Perfil, citada pelo portal G1, a empresa aparece em um processo que apura irregularidades na compra de medicamentos pela Agência Nacional de Deficiência (Andis). O caso ganhou notoriedade após o vazamento de áudios atribuídos ao ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, que apontavam a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, como beneficiária de pagamentos ilícitos. Karina nega as acusações.

A operação de transporte do parlamentar brasileiro chamou a atenção por detalhes logísticos. Conforme o jornal Perfil, a Baires Fly solicitou a saída do avião de Puerto Iguazú com destino aos EUA, com escala no Equador, sem apresentar o plano de voo ou a lista de passageiros às autoridades competentes. É importante ressaltar que não há, até o momento, qualquer evidência que vincule o senador Flávio Bolsonaro às investigações sobre corrupção na Argentina.

Até o fechamento desta reportagem, a Baires Fly não havia se manifestado sobre as denúncias judiciais ou sobre as irregularidades apontadas na documentação do voo que transportou a família do senador.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro viajou aos EUA em um jatinho da empresa argentina Baires Fly.
  • A companhia é investigada por suposto esquema de propina na compra de medicamentos pelo governo Milei.
  • A empresa não apresentou plano de voo ou lista de passageiros para a viagem do senador.
  • Não existem provas de envolvimento de Flávio Bolsonaro nas irregularidades investigadas na Argentina.

Fonte: Brasil 247

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