Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro admite ausência de provas sobre fraude eleitoral
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, reconhece que não há evidências de irregularidades no pleito vencido por Lula.

Foto: O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho - Mateus Bonomi - 6.out.26/Reuters · Original e licença
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, declarou nesta quarta-feira (28) que o Partido Liberal não possui elementos para sustentar as alegações de fraude nas eleições. A fala ocorre em um momento de instabilidade, após a circulação de uma carta de teor golpista assinada pelo candidato derrotado.
Em entrevista concedida no Senado, Marinho foi enfático ao pontuar que qualquer acusação dessa natureza exige comprovação factual. O parlamentar classificou o documento divulgado por Flávio como um desabafo pessoal de alguém que se sente injustiçado pelo resultado das urnas, nas quais Lula (PT) foi eleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de seu adversário.
A carta em questão gerou controvérsia não apenas pelo conteúdo, mas por ter circulado em pelo menos quatro versões distintas. Entre as alterações observadas, aliados chegaram a substituir brasões e corrigir a grafia de 'Brazil' para 'República Federativa do Brasil' antes da publicação oficial pelo senador.
Em resumo
- Rogério Marinho afirmou que o PL não tem provas de fraude eleitoral.
- O coordenador tratou a carta de Flávio Bolsonaro como um desabafo.
- Lula venceu o pleito com 51,79% dos votos válidos no último domingo.
Fonte: Folha de S.Paulo

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