Política · Justiça

Câmara de SP abre comissão para investigar denúncias contra Ricardo Nunes

Vereadores começam a avaliar pedido de impeachment contra o prefeito por falhas no transporte público e uso indevido da máquina administrativa durante o período eleitoral.

Foto: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Foto: Danilo Verpa/Folhapress · Original e licença

A Câmara Municipal de São Paulo instalou uma comissão especial nesta quinta-feira para examinar a viabilidade de um processo de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes. O grupo, formado pelos parlamentares Rubinho Nunes, Major Palumbo, Hélio Rodrigues, Luana Alves, Kenji Ito, Sandra Santana e Sandra Tadeu, tem um prazo de dez dias para decidir se a denúncia possui fundamentos jurídicos suficientes para avançar.

O pedido, formalizado pela bancada do PSOL, sustenta que o prefeito falhou em garantir o direito ao voto ao não cumprir a determinação judicial que exigia a frota completa de ônibus nas ruas durante o segundo turno. Registros da SPTrans apontam que pouco mais da metade das viagens previstas foram executadas. A gestão municipal defendeu-se alegando que o tempo entre a ordem judicial e o pleito foi insuficiente para a logística, embora tenha confirmado a aplicação de multas superiores a um milhão de reais às empresas concessionárias.

Além da questão do transporte, a denúncia aponta um possível abuso de poder político. O documento enviado ao Ministério Público Eleitoral descreve que o prefeito teria reunido centenas de funcionários comissionados para exigir a participação deles em um ato de campanha favorável a Flávio Bolsonaro. Caso a comissão entenda que há elementos para a abertura de uma Comissão Processante, o destino do mandato de Nunes passará pelo crivo do plenário da Casa.

Em resumo: - Comissão especial avalia se denúncia contra Ricardo Nunes deve seguir para processo de impeachment. - Acusações focam na redução da frota de ônibus no segundo turno e em suposta pressão sobre servidores comissionados. - Prefeitura justifica falhas no transporte por falta de tempo hábil para cumprir decisão judicial. - Grupo de sete vereadores tem dez dias para apresentar parecer sobre a admissibilidade do pedido.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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