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Reeleição de Lula consolida parceria estratégica com a China e reforça protagonismo do Sul Global

Análise de especialista chinês aponta que novo mandato de Lula deve aprofundar cooperação tecnológica com Pequim e fortalecer o papel do Brasil no BRICS.

Foto: Presidente Lula e Xi Jinping na cerimônia de assinatura de atos bilaterais, no Palácio da Alvorada. Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert/PR Crédito: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato sinaliza uma nova etapa no fortalecimento das relações entre Brasil e China. Segundo análise do professor Jiang Shixue, da Universidade Normal de Hangzhou, publicada no jornal Global Times, a continuidade do governo brasileiro favorece a ampliação da autonomia diplomática na América Latina e a consolidação de uma ordem internacional multipolar.

O acadêmico destaca que a parceria, que já coloca a China como maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, tende a avançar para setores estratégicos de alto valor agregado. A expectativa é que a cooperação se intensifique em áreas como inteligência artificial, tecnologia 5G, energia limpa e minerais críticos, alinhando-se aos objetivos da política de reindustrialização brasileira, a Nova Indústria Brasil.

No cenário geopolítico, o papel do BRICS ganha relevância central. Jiang aponta que a manutenção da política externa de Lula permite ao Brasil intensificar sua participação no bloco, especialmente após a presidência brasileira em 2025 e a futura gestão chinesa em 2027. Essa coordenação é vista como fundamental para ampliar a influência dos países emergentes em instituições multilaterais e reduzir vulnerabilidades diante de pressões externas.

O artigo também aborda a busca por maior autonomia regional frente à influência dos Estados Unidos. Para o professor, a estratégia brasileira de diversificação de parcerias e defesa da cooperação Sul-Sul oferece aos países latino-americanos uma alternativa para preservar sua soberania, sem a necessidade de alinhamento automático a potências tradicionais.

Em resumo

  • A reeleição de Lula deve aprofundar a cooperação tecnológica e industrial entre Brasil e China.
  • O Brasil deve intensificar sua atuação no BRICS para promover a reforma da governança global.
  • A política externa brasileira é vista como um contraponto à pressão econômica dos EUA na América Latina.

Fonte: Brasil 247

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