Falha grave no Smart Sampa expõe dados e câmeras de SP por quase um ano
Conselho Nacional de Direitos Humanos pede suspensão imediata do sistema de vigilância da prefeitura de São Paulo após vazamento de informações sensíveis.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) solicitou a suspensão imediata do programa de monitoramento Smart Sampa, da prefeitura de São Paulo. A medida foi tomada após a revelação de falhas críticas de segurança que deixaram o sistema vulnerável a acessos não autorizados por cerca de 11 meses.
Segundo apuração do portal UOL, divulgada em 20 de outubro, o vazamento expôs 181 senhas e logins, além de dados cadastrais de mais de 6 mil agentes de segurança. O acesso permitia que terceiros visualizassem imagens de 58 mil câmeras instaladas em locais sensíveis, como hospitais, escolas e creches, além de possibilitar a consulta de CPFs e placas de veículos.
O CNDH aponta que a ausência de autenticação em duas etapas e o uso de senhas previsíveis violam a Resolução CNDH nº 17/2025. O órgão destaca que a exposição prolongada permitiu o rastreamento indevido de rotinas de profissionais, incluindo policiais e jornalistas, colocando em risco o sigilo de fontes e a integridade física de diversos cidadãos.
Diante da gravidade, o conselho acionará o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal para que sejam instaurados inquéritos civis e ajuizadas ações contra o município. Até o momento, a prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre o caso.
Em resumo
- O CNDH pede a suspensão do Smart Sampa por falhas de segurança.
- Dados de 6 mil agentes e acesso a 58 mil câmeras ficaram expostos por 11 meses.
- O órgão aponta violação de normas sobre reconhecimento facial e proteção de dados.
- O caso será encaminhado ao Ministério Público para investigação.
Fonte: ICL Notícias

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