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O mistério da fuga: lacunas na rota de Flávio Bolsonaro até a Argentina desafiam a PF

A ausência de registros oficiais sobre o trajeto de Flávio Bolsonaro até a fronteira argentina gera especulações e coloca a Polícia Federal sob pressão.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro (PL) em coletiva de imprensa após resultado das eleições, no Lago Sul, em Brasília - Gabriela Bilo - 25.out.2026/Folhapress · Original e licença

A trajetória de Flávio Bolsonaro (PL) desde Brasília até o aeroporto de Porto Iguaçu, na Argentina, permanece envolta em incertezas. A falta de registros oficiais sobre o deslocamento do senador tem alimentado uma série de teorias sobre como ele teria deixado o território brasileiro, pressionando a Polícia Federal por esclarecimentos que, até o momento, a corporação não possui.

Segundo informações divulgadas pelo governo argentino, o parlamentar e sua família atravessaram a ponte internacional Tancredo Neves às 22h50 da última terça-feira (27). Pouco depois, às 23h30, teriam embarcado em um jato particular com destino ao Equador. O período que compreende a saída de Brasília e a chegada à fronteira, contudo, segue como uma lacuna na investigação.

A Polícia Federal informou que não há registro oficial de saída do congressista pelos postos migratórios brasileiros. Em nota, a corporação esclareceu que, na ausência de medidas cautelares impostas pela Justiça, não possuía amparo legal para realizar prisões ou manter vigilância permanente sobre o senador. Atualmente, as diligências concentram-se na análise de aeródromos particulares em Foz do Iguaçu e cidades vizinhas, como Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Cascavel.

Enquanto autoridades buscam pistas, o cenário na fronteira é marcado por especulações. Moradores da região relatam versões sobre uma possível estadia em fazendas locais antes da travessia, hipótese que circula inclusive na imprensa argentina. Paralelamente, uma empresa de turismo brasileira, cujo veículo foi associado à família Bolsonaro em vídeos, utilizou as redes sociais para negar qualquer envolvimento no transporte.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro não possui registro oficial de saída do Brasil pelos postos migratórios.
  • Autoridades argentinas confirmaram a entrada do senador no país às 22h50 de terça-feira (27).
  • A Polícia Federal investiga aeródromos particulares na região de Foz do Iguaçu e Cascavel.
  • A PF afirmou que não tinha base legal para monitorar ou prender o senador antes da saída do país.

Fonte: Folha de S.Paulo

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