PF mira Paulo Guedes em inquérito sobre crimes contra o sistema financeiro
Ex-ministro da Economia é investigado pela Polícia Federal por possível envolvimento com a plataforma de criptoativos OnilX, alvo de processos e restrições da CVM.

Foto: Paulo Guedes Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo informações reveladas pelo jornalista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, o inquérito foi instaurado em 10 de fevereiro e tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná.
Além de Guedes, o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da plataforma de investimentos em criptomoedas OnilX, também figura como investigado. A empresa tem sido alvo de diversos processos judiciais movidos por clientes que relatam dificuldades para resgatar valores aplicados, além de ter sofrido restrições da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em janeiro deste ano.
A apuração, conduzida pela PF em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), foca em possíveis violações à Lei nº 7.492/1986. Embora os documentos identifiquem os investigados, as condutas específicas atribuídas a cada um permanecem sob sigilo. A defesa de Guedes, composta pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, também atua na representação de Fábio Lino.
A relação do ex-ministro com a OnilX envolveu atividades de consultoria, participação em reuniões estratégicas e eventos para investidores. Em um dos episódios, Guedes chegou a elogiar o potencial da companhia diante de uma plateia de 500 pessoas. Investidores que buscam reaver recursos na Justiça citam a presença do ex-ministro como um fator que transmitiu confiança para a manutenção ou ampliação de seus aportes na plataforma.
Em resumo
- Paulo Guedes é investigado pela PF por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
- O inquérito apura a relação do ex-ministro com a plataforma OnilX, que enfrenta processos de clientes.
- A CVM suspendeu ofertas públicas da empresa em janeiro por irregularidades.
- A investigação tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná.
Fonte: Brasil 247

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