Combustíveis sob pressão: alta do diesel e novo aumento de ICMS desafiam economia em 2027
Preços do diesel disparam nas bombas enquanto estados preparam reajuste tributário para 2027, colocando o governo diante de um dilema fiscal.

Foto: Crédito: Paulo Whitaker – Reuters · Original e licença
O mercado brasileiro de combustíveis enfrenta um cenário de forte instabilidade, com o preço do diesel registrando altas expressivas nas últimas semanas. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, entre o início de setembro e a penúltima semana de outubro, o diesel comum subiu 8,04%, atingindo a média de R$ 6,99 por litro. No mesmo período, o diesel S10 avançou 6,4%, chegando a R$ 7,32.
O desafio para o custo de vida deve se intensificar a partir de fevereiro de 2027. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou um reajuste nas alíquotas do ICMS, sendo o diesel o mais afetado, com um aumento de 11,1% na cobrança, que passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. A gasolina e o gás de cozinha também sofrerão reajustes de 4,5% e 4,8%, respectivamente.
Para mitigar os efeitos imediatos sobre a economia, o governo federal prorrogou por mais um mês a subvenção ao diesel. O benefício, que custa R$ 10,5 bilhões mensais, garante um abatimento de R$ 2,12 por litro. A medida é uma tentativa de conter a pressão inflacionária gerada pelo encarecimento do frete rodoviário, principal meio de transporte de cargas no país.
A escalada dos preços é reflexo direto da crise geopolítica internacional, marcada por conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, que impactam a oferta global de petróleo. O barril do tipo Brent chegou a atingir o pico de US$ 113,17 no dia 22 de outubro. Segundo Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, não há perspectiva de retorno às condições de mercado anteriores aos conflitos ainda em 2027.
Em meio a esse cenário, o governo do presidente Lula (PT) enfrenta um dilema fiscal: manter os subsídios bilionários para proteger o consumidor ou permitir que o custo internacional do petróleo seja integralmente repassado aos preços internos.
Em resumo
- O diesel comum subiu 8,04% e o S10 teve alta de 6,4% entre setembro e outubro.
- O Confaz aprovou aumento de 11,1% no ICMS do diesel a partir de fevereiro de 2027.
- O governo prorrogou a subvenção ao diesel, que custa R$ 10,5 bilhões por mês.
- A instabilidade geopolítica elevou o barril de petróleo a picos acima de US$ 113.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.