Racha no bolsonarismo: Malafaia chama filhos de Bolsonaro de 'jumentos' e rejeita tese golpista
O pastor Silas Malafaia rompeu publicamente com a estratégia de Flávio Bolsonaro ao exigir provas sobre supostas fraudes eleitorais e criticar a postura da família.

Foto: Flávio Bolsonaro e Silas Malafaia. Foto: reprodução · Original e licença
O pastor Silas Malafaia, um dos aliados mais longevos do bolsonarismo, protagonizou um rompimento público com a estratégia adotada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota nas urnas para o presidente Lula (PT). Em declarações contundentes, o religioso rechaçou as alegações de fraude eleitoral levantadas pelo parlamentar e não poupou críticas à condução política dos filhos do ex-presidente.
O estopim da crise foi uma carta divulgada por Flávio, que chegou a se autoproclamar 'verdadeiro presidente eleito' antes de editar o texto. Malafaia classificou a atitude como amadora e disparou contra a linhagem do ex-mandatário: 'Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos'. Segundo o pastor, a família se aconselha com pessoas equivocadas, resultando em ações que precisam ser corrigidas posteriormente.
O ponto central da discórdia é a tentativa de Flávio de questionar a extensão do horário de votação. Malafaia desafiou os aliados a apresentarem evidências concretas sobre a suposta manipulação. 'Uma verdade que não tem prova passa a ser calúnia', afirmou o pastor, garantindo que não compactuará com narrativas sem fundamento.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentem a tese de irregularidade: apenas 34 mil votos foram computados após as 17h, o que equivale a 0,03% do total. Vale lembrar que a prorrogação do horário foi um pedido conjunto das duas campanhas, motivado por problemas de transporte e condições climáticas. A vantagem de Lula sobre Flávio, superior a 4,4 milhões de votos, torna a alegação de fraude matematicamente irrelevante.
Em resumo
- Silas Malafaia rompeu com Flávio Bolsonaro após o senador questionar o resultado eleitoral sem apresentar provas.
- O pastor criticou duramente a postura dos filhos do ex-presidente, chamando-os de 'jumentos' pela estratégia adotada.
- Dados do TSE confirmam que a votação após as 17h foi residual e solicitada por ambas as campanhas, invalidando a tese de manipulação.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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