Setor de serviços mantém estabilidade em outubro, mas alerta para juros altos
Dados do FGV IBRE mostram que a confiança no setor de serviços oscilou pouco em outubro, com otimismo futuro contrastando com queda na situação atual.

Foto: Restaurante no Rio de Janeiro 23/02/2025. REUTERS/Jorge Silva Crédito: REUTERS/Jorge Silva · Original e licença
O setor de serviços brasileiro encerrou outubro com estabilidade, mantendo o Índice de Confiança de Serviços (ICS) praticamente inalterado. Segundo dados apurados pelo FGV IBRE, o indicador registrou uma variação de apenas 0,1 ponto, fechando o mês em 88,2 pontos. A média móvel trimestral acompanhou o ritmo, fixando-se em 88,4 pontos.
O resultado geral esconde movimentos distintos entre o presente e o futuro. Enquanto a percepção sobre a situação atual perdeu fôlego, o Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 3,0 pontos, atingindo 88,7 pontos — o menor patamar desde julho de 2021. Esse desempenho foi pressionado pela queda na demanda atual e por uma visão menos otimista sobre o estado geral dos negócios.
Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE-S) apresentou uma reação positiva, avançando 3,2 pontos para 87,8 pontos. O otimismo foi impulsionado principalmente pela perspectiva de demanda para o próximo trimestre e pela confiança na trajetória dos negócios para o semestre seguinte, que registrou um salto de 4,6 pontos.
Apesar da melhora nas projeções, especialistas apontam riscos no horizonte. Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE, destaca que o acesso ao crédito e o custo financeiro elevado são fatores que limitam o crescimento. Para o especialista, a melhora nas expectativas parece frágil diante de juros reais restritivos, o que reforça um cenário de desaceleração para o final do ano.
Em resumo
- O Índice de Confiança de Serviços atingiu 88,2 pontos em outubro, mantendo estabilidade.
- A situação atual do setor piorou, com o índice ISA-S atingindo o menor nível desde 2021.
- O otimismo com o futuro cresceu, impulsionado por melhores perspectivas para os próximos meses.
- O custo do crédito e os juros elevados seguem como principais entraves para o setor.
Fonte: Brasil 247

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