Economia

Crédito no Brasil atinge R$ 7,4 trilhões, mas juros mais altos pesam no bolso

Dados do Banco Central mostram expansão do crédito em setembro, acompanhada por alta nas taxas de juros e estabilidade na inadimplência.

Foto: Banco Central Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença

O volume total de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou R$ 7,4 trilhões em setembro, registrando um crescimento de 0,4% em relação ao mês anterior. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, embora o setor continue em expansão, houve uma desaceleração no ritmo anual, que passou de 9,4% em agosto para 8,6% no acumulado de doze meses.

O desempenho do crédito livre foi marcado por dinâmicas distintas. No setor corporativo, o saldo subiu 1,7% no mês, impulsionado por operações de desconto de duplicatas. Já entre as famílias, o estoque chegou a R$ 2,6 trilhões, com alta de 0,2% no mês, sustentado principalmente pela procura por financiamento de veículos e pelo crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada e beneficiários do INSS.

O custo do dinheiro, contudo, voltou a subir. A taxa média de juros nas novas contratações atingiu 32,4% ao ano, um aumento de 0,2 ponto percentual no mês. No segmento de recursos livres, a situação é mais rigorosa para as pessoas físicas, com juros médios chegando a 62,4% ao ano, pressionados especialmente pelo encarecimento do cartão de crédito rotativo.

Quanto à inadimplência, o índice de calotes acima de 90 dias no SFN manteve-se estável em 5%. Enquanto o atraso nos pagamentos por parte das empresas recuou levemente, o cenário para as famílias apresentou uma leve alta, atingindo 8,1% no crédito livre. O endividamento das famílias brasileiras, em relação à renda acumulada, situou-se em 50,1% em agosto.

Em resumo

  • O saldo total de crédito no país chegou a R$ 7,4 trilhões em setembro.
  • A taxa média de juros para pessoas físicas no crédito livre subiu para 62,4% ao ano.
  • A inadimplência geral no sistema financeiro permaneceu em 5%.
  • O crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 22,1 trilhões, equivalente a 164,9% do PIB.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaJustiça de SP abre prazo para defesa de parlamentares eleitos em caso de transfobia