PF avança sobre rede de lavagem de dinheiro que envolve pastor bolsonarista no Rio
A nona etapa da Operação Unha e Carne vasculhou endereços ligados a Márcio Poncio, investigado por ocultação de bens e elos com o mercado clandestino de cigarros.

Foto: - Sede da Polícia Federal em Brasília (Marcello Zambrana / AGIF via AFP) · Original e licença
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (29) uma nova ofensiva contra um esquema de lavagem de dinheiro que opera no Rio de Janeiro. Sob determinação da mais alta corte do país, agentes realizaram diligências em quatro locais situados na Barra da Tijuca, sendo a maior parte dos alvos vinculada ao empresário e pastor Márcio Poncio. O nome do religioso aparece no centro das apurações que miram a estrutura financeira do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
Poncio, que já se encontra em prisão domiciliar desde julho, é apontado pelos investigadores como uma peça-chave na movimentação de recursos oriundos do comércio ilegal de cigarros. A suspeita é de que o grupo utilize uma rede complexa de holdings e até mesmo instituições religiosas para mascarar a propriedade de itens de alto valor, como jatos executivos, veículos de luxo e imóveis de grande porte.
O histórico do empresário inclui uma tentativa de chegar ao Congresso Nacional em 2022, quando concorreu a deputado federal pelo Pros, além de uma postura pública de alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação também trouxe à tona possíveis vínculos políticos, destacando trocas de mensagens entre o pastor e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Os registros, encontrados em um aparelho celular, sugerem o uso de ferramentas de exclusão automática de mensagens para evitar o rastreio das conversas.
Em resumo: - Márcio Poncio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligados ao contraventor Adilsinho. - A PF apura o uso de empresas e entidades religiosas para ocultar patrimônio de luxo. - A investigação identificou contatos entre o pastor e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Fonte: Revista Fórum

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