Economia

Orçamento das famílias brasileiras sofre pressão com alta nos juros e endividamento

Dados do Banco Central revelam que o endividamento das famílias chegou a 50,1% em agosto, enquanto o custo do crédito segue em trajetória de alta.

Foto: Moedas Crédito: REUTERS/Bruno Domingos · Original e licença

O orçamento das famílias brasileiras enfrenta um cenário de maior aperto financeiro, conforme apontam os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central. Em agosto, o índice de endividamento da população atingiu 50,1%, enquanto a parcela da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas subiu para 29%.

Na comparação anual, o quadro mostra uma tendência de crescimento no peso das obrigações financeiras. O endividamento dos domicílios avançou 1,2 ponto percentual em 12 meses, enquanto o comprometimento da renda registrou uma alta de 1,4 ponto percentual no mesmo período. Em setembro, o estoque total de crédito destinado às famílias alcançou R$ 4,7 trilhões, um crescimento de 9,9% em um ano.

O acesso ao crédito, contudo, tornou-se mais caro. A taxa média de juros no crédito livre para pessoas físicas subiu para 62,4% ao ano em setembro, um incremento de 3,7 pontos percentuais em 12 meses. O Banco Central atribui esse encarecimento a fatores como a mudança na composição das carteiras e a elevação expressiva nos juros do cartão de crédito rotativo.

A inadimplência também reflete a dificuldade das famílias em honrar seus compromissos. No segmento de crédito livre, o índice de atrasos acima de 90 dias chegou a 8,1% em setembro, com alta de 1,2 ponto percentual em relação ao ano anterior. Paralelamente, a caderneta de poupança registrou uma saída líquida de R$ 9,4 bilhões no mês, fechando setembro com um saldo de R$ 1,0 trilhão.

Em resumo

  • O endividamento das famílias atingiu 50,1% em agosto, com 29% da renda comprometida com dívidas.
  • A taxa média de juros no crédito livre subiu para 62,4% ao ano em setembro.
  • A inadimplência no crédito livre alcançou 8,1%, pressionada pelo custo do crédito.
  • A poupança teve saída líquida de R$ 9,4 bilhões no mês de setembro.

Fonte: Brasil 247

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