Inadimplência das famílias no crédito livre sobe para 8,1% em setembro
Dados do Banco Central mostram avanço no atraso de pagamentos das famílias, pressionado por juros elevados e maior comprometimento da renda.

Foto: Sede do Banco Central, em Brasília Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de alerta para o orçamento doméstico. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a inadimplência das famílias no segmento de crédito livre atingiu 8,1% em setembro. O índice registrou uma alta de 0,1 ponto percentual no mês e um avanço de 1,2 ponto na comparação anual.
Enquanto as famílias enfrentam dificuldades crescentes, o comportamento das empresas no mesmo segmento foi distinto, com a inadimplência recuando 0,1 ponto percentual em setembro, fixando-se em 4,2%. No cômputo geral do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a taxa de inadimplência manteve-se estável em 5%, embora acumule uma alta de 0,9 ponto percentual nos últimos 12 meses.
O aperto financeiro das famílias é impulsionado pelo encarecimento do crédito. A taxa média de juros cobrada nesse segmento alcançou 62,4% ao ano, pressionada principalmente pelo custo do cartão de crédito rotativo. Esse cenário é agravado pelo nível de endividamento, que chegou a 50,1% da renda acumulada em doze meses, com 29% da renda familiar comprometida apenas com o pagamento de dívidas.
Como reflexo direto dessa pressão sobre o orçamento, a caderneta de poupança registrou uma retirada líquida de R$ 9,4 bilhões em setembro, reduzindo o saldo total para R$ 1 trilhão. O estoque total de crédito do SFN encerrou o mês em R$ 7,4 trilhões, com o montante destinado às famílias representando R$ 4,7 trilhões desse total.
Em resumo
- A inadimplência das famílias no crédito livre subiu para 8,1% em setembro.
- Juros médios para pessoas físicas no crédito livre atingiram 62,4% ao ano.
- O comprometimento da renda familiar com dívidas subiu para 29%.
- Poupança teve saída líquida de R$ 9,4 bilhões no mês.
Fonte: Brasil 247

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