Política

Base governista aciona autoridades contra redes de perseguição política e boicotes

Deputados federais buscam apuração federal sobre listas que visam trabalhadores e comerciantes após o segundo turno das eleições.

Foto: Paulo Pimenta Crédito: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados · Original e licença

Uma ofensiva parlamentar foi deflagrada para frear a onda de assédio e retaliação que tomou conta de diversos estados após o encerramento do pleito. O deputado Paulo Pimenta, que lidera a bancada do governo na Câmara, formalizou uma denúncia cobrando uma resposta rigorosa das instâncias de controle do Estado. O pedido, que conta com o apoio de outros quatro parlamentares petistas, busca desmantelar esquemas que mapeiam e perseguem cidadãos por suas escolhas políticas.

A representação enviada aos órgãos de fiscalização e investigação aponta que o fenômeno não é isolado, atingindo ao menos oito unidades da federação com um padrão de atuação que sugere coordenação. O foco da apuração é identificar quem financia e organiza esses cadastros de boicote, que têm causado demissões e o encerramento forçado de contratos comerciais. Além disso, os parlamentares alertam para o perigo da escalada de violência, citando casos graves em Mato Grosso, onde mensagens em aplicativos chegaram a incitar agressões armadas e o impedimento de circulação de trabalhadores nordestinos.

Os números oficiais do Ministério Público do Trabalho dão dimensão ao problema: até o dia 26 de outubro, o órgão acumulou quase duas mil queixas de assédio no ambiente profissional, atingindo um pico de 140 registros em um único dia. Diante desse cenário, o grupo solicita que a Polícia Federal centralize as investigações para garantir a preservação de provas digitais e a eficácia das medidas cautelares.

O documento também solicita que o Ministério Público avalie o conteúdo publicado pelo deputado Nikolas Ferreira em suas redes sociais, onde o parlamentar desafia estabelecimentos a declararem posições políticas. A intenção dos signatários é garantir que o direito ao trabalho e a liberdade de convicção sejam protegidos contra qualquer forma de discriminação ideológica. Em resumo: - Parlamentares pedem investigação unificada da PF sobre redes de perseguição política. - MPT registra quase 2 mil denúncias de assédio laboral em meio ao clima de retaliação pós-eleitoral. - Ação busca identificar financiadores e coordenadores de listas de boicote a trabalhadores e comércios. - Pedido inclui análise de postagens de Nikolas Ferreira por possível incitação à discriminação.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaPT articula frente ampla com centro e direita para isolar investida golpista de Flávio Bolsonaro