Ameaça de envenenamento contra indígenas em MS gera afastamento e investigação federal
Servidor municipal de Tacuru é alvo de apuração após áudios com ataques a comunidade Guarani Kaiowá circularem após o segundo turno das eleições.

Foto: Lideranças indígenas denunciam ameaça de envenenamento de água em aldeia de MS Crédito: Reprodução · Original e licença
A tranquilidade da Aldeia Sassoró, em Tacuru, Mato Grosso do Sul, foi abalada por uma grave ameaça proferida por um funcionário da prefeitura local. Em áudios que circularam via WhatsApp logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o servidor, que atuava como motorista de caminhão-caçamba, sugeriu o envenenamento da água utilizada pelos indígenas, utilizando termos desumanizantes para se referir à comunidade Guarani Kaiowá.
Diante da repercussão, o prefeito Rogério Torquetti determinou o afastamento imediato do funcionário e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar. O gestor municipal, que pediu desculpas pelo ocorrido, esclareceu que o investigado não possuía qualquer função ligada ao tratamento ou distribuição de água na cidade.
A gravidade do episódio atraiu a atenção de órgãos federais. O Ministério Público Federal estabeleceu um prazo de 48 horas para que a prefeitura detalhe as medidas tomadas, enquanto a Polícia Federal, acionada pelo Ministério dos Povos Indígenas, trabalha para verificar a autenticidade das gravações e possíveis riscos à segurança dos moradores. Até o momento, não foram encontradas provas de que o abastecimento da aldeia tenha sido comprometido.
O caso também ecoou no Legislativo. As parlamentares Sônia Guajajara e Célia Xakriabá acionaram instâncias federais exigindo rigor na apuração e proteção aos povos originários. O cacique e vereador local, Ivan Montiel, manifestou repúdio total às falas e afirmou que buscará a responsabilização criminal dos envolvidos, defendendo o direito dos indígenas de exercerem sua cidadania sem medo de represálias políticas.
Em resumo: - Servidor público de Tacuru foi afastado após áudios com ameaças de envenenar água de indígenas. - Polícia Federal e MPF investigam o caso para apurar responsabilidades e riscos à comunidade. - Não há evidências de contaminação da água na Aldeia Sassoró. - Parlamentares e lideranças indígenas exigem punição e medidas de proteção.
Fonte: Brasil 247

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