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Pressão diplomática: EUA forçam Flávio Bolsonaro a recuar em carta golpista

Após intervenção de emissários americanos, Flávio Bolsonaro alterou termo em documento para evitar crise diplomática com o governo brasileiro.

Foto: Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Reprodução · Original e licença

Uma manobra diplomática nos bastidores de Washington revelou o desconforto do governo americano com as investidas de Flávio Bolsonaro. Segundo informações da jornalista Mariana Sanches, do UOL, emissários ligados ao Departamento de Estado dos EUA exigiram que o filho do ex-presidente retirasse a expressão “presidente eleito do Brasil” de uma carta divulgada na capital americana, substituindo-a por “líder do Brasil”.

A alteração foi realizada apenas 40 minutos após a circulação da primeira versão do texto nas redes sociais. A avaliação entre diplomatas dos Estados Unidos era de que validar o título de “presidente eleito” a Flávio poderia comprometer seriamente as relações bilaterais com o governo brasileiro, criando um cenário de instabilidade diplomática indesejado pela Casa Branca.

O presidente Donald Trump, ao ser questionado sobre o episódio, evitou endossar o conteúdo da carta. Embora tenha confirmado a autorização para a entrada de Flávio no país, Trump afirmou que não se envolveria na questão. Um embaixador americano reforçou que a concessão de visto por motivos de segurança não significa, de forma alguma, o reconhecimento de Flávio como chefe de Estado, sob o risco de forçar um rompimento com o governo oficial do Brasil.

Enquanto o Departamento de Estado mantém silêncio oficial, o comentarista político Paulo Figueiredo, aliado do clã Bolsonaro, negou qualquer interferência direta das autoridades americanas na redação, atribuindo as diferentes versões do documento a questões técnicas. Contudo, fontes ligadas à diplomacia confirmam a pressão para evitar que o caso se tornasse um incidente diplomático similar ao reconhecimento de Juan Guaidó na Venezuela.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro trocou o termo “presidente eleito” por “líder” após pressão dos EUA.
  • A mudança ocorreu 40 minutos após a divulgação inicial do documento.
  • Trump evitou comentar a carta e negou reconhecimento de Flávio como chefe de Estado.
  • Diplomacia americana busca evitar crise com o governo brasileiro.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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