Trump sinaliza diálogo com Lula, mas insiste em ataques infundados ao pleito brasileiro
Presidente dos EUA confirma intenção de conversar com Lula, mas mantém postura crítica sobre as eleições brasileiras e cita pedido de neutralidade.

Foto: O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista a jornalistas em Maryland - Jonathan Ernst/REUTERS · Original e licença
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (29) que pretende dialogar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da sinalização diplomática, o republicano aproveitou a ocasião para reiterar questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro, marcando a quinta vez que se manifesta publicamente sobre o tema desde o segundo turno.
Ao ser questionado sobre a legitimidade do resultado, Trump evitou reconhecer o vencedor de forma direta. O mandatário americano afirmou que o atual presidente brasileiro solicitou que ele não tomasse partido na disputa, pedido que, segundo ele, foi atendido. No entanto, o republicano classificou o pleito como um "grande constrangimento" e mencionou a volatilidade do mercado financeiro como um reflexo de sua percepção sobre o cenário político nacional.
A fala de Trump ecoa o clima de instabilidade observado no início da semana. Na segunda-feira (26), o Ibovespa registrou uma queda de 13,88%, enquanto o dólar saltou 8,21%, cotado a R$ 5,40. O republicano, que já havia sugerido sem provas a existência de irregularidades na votação, não estabeleceu uma data para o contato com o petista.
Em resumo
- Donald Trump confirmou que pretende conversar com o presidente eleito Lula.
- O presidente americano manteve críticas ao processo eleitoral brasileiro, sem apresentar evidências.
- Trump revelou que o atual presidente brasileiro pediu neutralidade durante a campanha.
- O mercado financeiro reagiu com forte instabilidade no dia 26 de outubro, com queda expressiva na Bolsa e alta do dólar.
Fonte: Folha de S.Paulo

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