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Planalto adota cautela diplomática após ida de Flávio Bolsonaro aos EUA

Governo Lula suspende decisão sobre embaixador americano e monitora articulações de opositores com Trump e Milei.

Foto: Daniel Perez Crédito: Florida House of Representatives · Original e licença

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu adotar uma postura de cautela estratégica em relação à indicação de Daniel Perez para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para território americano, logo após o pleito, forçou o Palácio do Planalto a postergar a concessão do agrément, o aval diplomático necessário para a oficialização do novo representante.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a avaliação interna é de que, embora a presença do senador não impeça tecnicamente a nomeação, o momento exige prudência. O governo pretende observar os próximos passos de Donald Trump e o resultado das eleições legislativas americanas, previstas para o dia 3 de novembro, antes de avançar com a formalização.

A estratégia do Planalto é evitar confrontos diretos com figuras como Trump, Flávio Bolsonaro e o presidente argentino Javier Milei. Auxiliares de Lula acreditam que o silêncio presidencial é a melhor forma de esvaziar a repercussão política do episódio, evitando dar palanque a tentativas de deslegitimação do resultado das urnas, que já foi reconhecido pelas instituições brasileiras e pela comunidade internacional.

O desgaste diplomático também se estende à Argentina. A participação do governo de Milei na logística da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, que incluiu uma escala no Equador antes do destino final em Miami, é vista como uma provocação. Apesar disso, o governo brasileiro mantém a orientação de não reagir de forma precipitada, evitando cair no jogo de confronto político buscado pelo mandatário argentino.

Em resumo

  • O governo Lula adiou a concessão do agrément para o embaixador dos EUA, Daniel Perez.
  • A decisão visa aguardar o cenário político após as eleições legislativas americanas de 3 de novembro.
  • O Planalto optou por não responder diretamente às provocações de Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Javier Milei.
  • A participação de Milei na saída de Flávio Bolsonaro do país travou a normalização da representação diplomática entre Brasil e Argentina.

Fonte: Brasil 247

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