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Dono de jato revela que voo de Flávio Bolsonaro para os EUA foi pago via conta americana

Empresário argentino afirma que intermediário transferiu US$ 150 mil para custear a viagem do senador, que utilizou passaporte italiano para deixar a Argentina.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarcando nos EUA. Foto: Ricardo Arduengo/AFP · Original e licença

O empresário Luis Grande, proprietário da companhia aérea Baires Fly, trouxe novos elementos sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território argentino rumo aos Estados Unidos. Segundo o empresário, o voo particular, que custou US$ 150 mil, foi quitado por um intermediário do setor aeronáutico a partir de uma conta bancária sediada em solo americano.

Em declarações à agência AFP, Grande explicou que o pagamento foi realizado por um 'broker' — um corretor de voos com quem mantém relação profissional há uma década. O dono da empresa aérea afirmou desconhecer a identidade do beneficiário final da operação, alegando que o próprio intermediário, que reside na Flórida e possui dupla nacionalidade, também não teria informações sobre quem solicitou o serviço.

Flávio Bolsonaro embarcou na madrugada da última quarta-feira (28) no aeroporto de Puerto Iguazú, na fronteira entre Brasil e Argentina. De acordo com documentos de voo consultados pela AFP, o senador utilizou um passaporte italiano para realizar o trajeto. A viagem ocorreu em um momento em que o parlamentar é alvo de investigações por suspeita de lavagem de dinheiro, o que levou ao cancelamento de seus passaportes brasileiros.

Embora a imprensa internacional tenha especulado sobre o envolvimento de assessores do ex-presidente Donald Trump na contratação, não houve confirmação oficial. O governo argentino, por meio do chefe de gabinete do presidente Javier Milei, assegurou que o grupo não possuía impedimentos da Interpol no momento do embarque e que a documentação apresentada estava regular.

Em resumo

  • O voo de Flávio Bolsonaro para os EUA custou US$ 150 mil e foi pago via conta bancária nos Estados Unidos.
  • O senador utilizou um passaporte italiano para embarcar em um jato particular na Argentina.
  • O governo argentino afirmou que não havia restrições da Interpol contra o parlamentar no momento da decolagem.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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