Nazismo e perseguição: servidores da Educação em SC são denunciados por assédio
Grupo de WhatsApp de gestores ligados ao governo Jorginho Mello é flagrado com apologia ao nazismo e planos para perseguir funcionários de esquerda após o resultado das eleições presidenciais.

Foto: Jorginho Mello - Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC · Original e licença
Um grupo de mensagens chamado Educação em Ação, que reúne servidores e gestores da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, tornou-se o centro de um escândalo de intolerância e autoritarismo. Documentos obtidos pela jornalista Amanda Miranda, do ICL Notícias, revelam que o espaço, criado em maio de 2026, servia para disseminar ideologia nazista e articular a perseguição de trabalhadores por suas convicções políticas.
A tensão no grupo escalou logo após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais, quando Luiz Inácio Lula da Silva superou Flávio Bolsonaro nas urnas. Em vez de manter o foco nas atividades da pasta, integrantes com cargos comissionados passaram a discutir a criação de listas negras para identificar e remover servidores que não demonstrassem alinhamento com o governo de Jorginho Mello.
Entre as postagens mais graves, destaca-se uma imagem de Adolf Hitler acompanhada de uma frase que faz referência direta às câmaras de gás utilizadas no Holocausto. Além da apologia ao nazismo, o grupo servia para ataques a intelectuais como Paulo Freire e Antonio Gramsci, além de ameaças de agressão física contra opositores e planos para realizar uma limpeza administrativa na secretaria.
Servidores relataram que o ambiente de trabalho foi contaminado por pressões eleitorais. Segundo os relatos, gestores utilizavam a estrutura da Gerência de Desenvolvimento Profissional para monitorar funcionários e exigir presença em atos políticos, sob o risco de perda de cargos ou remoção de funções. A Secretaria de Educação, sob comando de Luciane Bisognin Ceretta, não se manifestou sobre as denúncias.
Representantes sindicais, como a presidente do Sinte-SC, Elivane Secchi, repudiaram as condutas e orientaram que os trabalhadores busquem o Ministério Público para formalizar denúncias. O caso levanta um alerta sobre o uso da máquina pública para o assédio eleitoral e a disseminação de discursos de ódio no serviço público catarinense. Em resumo: - Grupo de WhatsApp de gestores da Educação em SC foi flagrado com apologia ao nazismo e ameaças de perseguição política. - Integrantes planejavam identificar e demitir servidores de esquerda após a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições. - Relatos indicam que a estrutura da secretaria foi usada para pressionar funcionários a participarem de atos de campanha. - Sindicatos orientam que vítimas preservem provas e denunciem o caso ao Ministério Público.
Fonte: Revista Fórum

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