Política · Economia

Rafael Fonteles defende equilíbrio fiscal focado em privilégios e preservação social

Governador reeleito do Piauí aponta que o governo Lula deve buscar sustentabilidade das contas combatendo desperdícios, sem sacrificar promessas de campanha como o Pé-de-Meia Universitário e a tarifa zero.

Foto: O presidente Lula ao lado do governador do Piauí, Rafael Fonteles - O presidente Lula com o governador do Piauí Rafael Fonteles/Foto: Ricardo Stuckert · Original e licença

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, reeleito com 71% dos votos, defendeu que a administração federal de Luiz Inácio Lula da Silva alcance o equilíbrio das contas públicas sem recorrer a cortes em políticas de inclusão. Em entrevista recente, o gestor piauiense argumentou que a reorganização das finanças deve priorizar o combate a privilégios e o fim de desperdícios, garantindo que os compromissos assumidos com a população durante o pleito sejam integralmente cumpridos.

Fonteles, que ganhou destaque nacional após coordenar a campanha presidencial, ressaltou que a sustentabilidade da dívida é um passo necessário para a redução dos juros e o aquecimento da economia. Ele afirmou que prefere o termo equilíbrio fiscal ao conceito de ajuste, argumentando que existem diversas formas de gerir o orçamento sem prejudicar os mais vulneráveis. O governador relembrou que, nos mandatos anteriores de Lula, foi possível conciliar o superávit primário com a expansão de investimentos sociais.

Sobre a execução das promessas de campanha, o petista assegurou que projetos como o auxílio financeiro para estudantes universitários, a gratuidade nas passagens de ônibus aos sábados e domingos e o programa de apoio aos microempreendedores individuais, o Prospera MEI, seguem no horizonte do governo. Segundo ele, essas medidas serão implementadas dentro das diretrizes do arcabouço fiscal, respeitando a responsabilidade na administração dos recursos.

O governador também propôs uma análise mais refinada sobre como os gastos são contabilizados. Ele explicou que investimentos em obras, muitas vezes financiados por crédito, não deveriam ser vistos apenas como déficits contábeis, pois possuem finalidades estratégicas para o desenvolvimento nacional. Fonteles negou qualquer articulação para assumir o Ministério da Fazenda, afirmando que não houve conversas sobre cargos com o presidente e que seu foco total está na preparação para o seu próximo mandato no Piauí.

Em resumo: - Rafael Fonteles defende que o equilíbrio fiscal deve vir do corte de privilégios e não de programas sociais. - O governador reafirma a viabilidade de promessas como o Pé-de-Meia Universitário e a tarifa zero no transporte. - Fonteles nega negociações para o Ministério da Fazenda e prioriza a gestão estadual.

Fonte: Revista Fórum

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