Planalto pressiona Lula por nome de consenso ao STF antes da nova legislatura
Aliados recomendam que o presidente Lula antecipe a indicação ao Supremo para evitar dificuldades com a nova composição do Senado em 2027.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sob pressão de aliados no governo e no Congresso para definir, ainda em 2026, o nome que ocupará a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída de Luís Roberto Barroso. A estratégia defendida por articuladores do Palácio do Planalto é garantir a aprovação antes da posse dos novos senadores em 2027, quando a oposição, liderada pelo PL, terá sua bancada ampliada para 28 cadeiras.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a recomendação é que o presidente evite novos desgastes políticos. O cenário atual é visto como mais favorável para a chancela do Senado do que o ambiente que se desenha para o próximo ano. A cautela é reflexo direto da derrota sofrida pelo governo em abril, quando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitada pela Casa.
Embora Lula tenha manifestado a interlocutores o desejo de manter Messias como sua preferência pessoal, o nome enfrenta resistências. Nesse contexto, o ex-presidente do Senado e atual ministro do TCU, Rodrigo Pacheco, ganha força como uma alternativa de menor risco. A indicação de Pacheco contaria com o apoio de figuras influentes, como o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com quem o governo estreitou laços durante o período eleitoral.
A decisão final deve ser tomada nas próximas semanas, após o período de descanso do presidente. Além da sucessão no STF, o governo prioriza a articulação de pautas econômicas e a PEC da Segurança Pública no Legislativo.
Em resumo
- Aliados sugerem indicação ao STF ainda em 2026 para evitar o avanço da oposição no Senado em 2027.
- Rodrigo Pacheco surge como nome de consenso para facilitar a aprovação e evitar nova derrota.
- Lula ainda avalia se mantém a aposta em Jorge Messias ou se opta por um nome com maior trânsito político.
Fonte: Brasil 247

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